O Governo moçambicano reiterou que vai continuar a investir na construção, manutenção e reabilitação de infra-estruturas económicas e sociais, bem como a implementar medidas para aliviar o custo de vida e estimular a produção nacional.

Esta informação foi avançada, na última quinta-feira (05), na Assembleia da República, pela primeira-ministra, Maria Benvinda Levi, durante o encerramento da Sessão de Informações do Governo, assegurando que o Executivo continuará a mobilizar financiamentos e a estabelecer parcerias com o sector privado para garantir a construção, manutenção e reabilitação de estradas e pontes, com destaque para a N1, considerada fundamental para a unidade nacional e o desenvolvimento económico e social do País.

“Em face da limitação de recursos, a nossa abordagem em relação às infra-estruturas de estradas e pontes continuará focada na conclusão das obras iniciadas de construção, reabilitação e manutenção, bem como no estabelecimento de parcerias público-privadas e na realização de intervenções pontuais e de emergência”, afirmou Levi.

Falando sobre a prevenção e resposta aos desastres naturais, Benvinda Levi disse que as previsões meteorológicas para a época chuvosa e ciclónica 2026/2027 apontam para a ocorrência de seca severa em 76 distritos das regiões Centro e Sul, assim como chuvas intensas, cheias e inundações na região norte do País.

De acordo com a governante, para minimizar os impactos destas ocorrências, o Governo prevê activar os comités locais de gestão do risco de desastres, reforçar os meios de busca e salvamento e preparar assistência alimentar, abrigo, água, saneamento e cuidados de saúde para as populações potencialmente afectadas.

“Apelamos a toda a população que se encontra nas zonas de risco, nomeadamente de seca severa, inundações e cheias, para acatar e guiar-se pelas mensagens emitidas pelas entidades competentes, com vista a prevenir a perda de vidas humanas e de bens”, apelou.

Relativamente ao custo de vida, a governante disse que nos meses de Julho, Agosto e Setembro, a inflação homóloga recuou para 7,48%, 6,46% e 6,31%, respectivamente, situando-se dentro da previsão do Governo para o ano de 2026, fixada em sete por cento.

“A subida do custo de vida é medida através da inflação, que consiste na variação média de preços de produtos essenciais que integram o cabaz do agregado familiar num determinado período”, explicou a governante, acrescentando que “o preço dos combustíveis não é determinado por Moçambique de forma isolada”.

Levi acrescentou que, “como uma das estratégias para aliviar o custo de vida no País, o Governo reitera que continuará com os esforços concentrados no aumento da produção e produtividade, com particular destaque para o sector agrário, no âmbito do reforço da segurança alimentar e nutricional, assim como da substituição gradual de importações”.

 

(Foto DR)

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