O Fundo de Promoção Desportiva (FPD) deve quase 30 milhões de meticais à empresa responsável pela reabilitação do Estádio Nacional do Zimpeto (ENZ), que terá recorrido a advogados para exigir o pagamento da dívida, acrescida de juros de mora, após mais de um ano sem receber.
Segundo o Dossiers & Factos, o contrato assinado em 2025 previa o pagamento imediatamente após a conclusão das obras, que permitiram ao estádio recuperar a aprovação da Confederação Africana de Futebol (CAF) para acolher jogos internacionais.
Os trabalhos incluíram a colocação de nova relva, a manutenção de geradores, a reposição de tanques de água e a recuperação dos balneários e sanitários.
Contactada para esclarecer o atraso, a directora do FPD, Sílvia Langa, recusou-se a comentar o assunto naquele momento, alegando que era domingo, e sugeriu o envio de uma carta à instituição.
O caso reacendeu o debate sobre as prioridades do sector da Juventude e Desporto, sobretudo após a realização da XII edição do Prémio Jovens Criativos, em Tete, que distinguiu dezenas de jovens com prémios monetários.
Entretanto, apesar de ter recuperado a aprovação da CAF, o ENZ continua a enfrentar preocupações relacionadas com a degradação do relvado, evidenciada nos jogos contra o Senegal e o Sudão, no âmbito da qualificação para o CAN de 2027.
O estádio já foi reprovado em várias inspecções da CAF, obrigando os Mambas a disputar jogos internacionais na África do Sul, incluindo compromissos de qualificação para o CAN de 2025 e o Mundial de 2026.
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