Os investimentos dos Emirados Árabes Unidos (EAU) em Angola atingiram 6 mil milhões de dólares, face aos 2 mil milhões a 2,5 mil milhões estimados no início de 2025, afirmou o embaixador emiradense, Salim Al-Shamsi. O diplomata destacou a energia, a agricultura, as infra-estruturas e a tecnologia entre as principais áreas de cooperação e de oportunidade para novos negócios.
As declarações foram feitas na terça-feira, 20 de Outubro, em Luanda, à margem do encontro “Doing Business – Oportunidades e Desafios: Angola–Emirados Árabes Unidos”, organizado pela Embaixada dos EAU e pela Ana Godinho Sociedade de Advogados.
Segundo Salim Al-Shamsi, as relações bilaterais registaram progressos significativos nos últimos dois anos. O embaixador associou o aumento dos investimentos ao reforço dos contactos diplomáticos e institucionais entre os dois países.
A cooperação abrange igualmente a educação, a saúde e o desenvolvimento tecnológico. No domínio da segurança, o diplomata referiu iniciativas relacionadas com o controlo das fronteiras e o reforço das capacidades nacionais.
Salim Al-Shamsi considerou que Angola continua a oferecer condições para acolher investimentos sustentáveis e projectos de longo prazo, destacando as oportunidades no sector energético.
Entre as iniciativas mencionadas estão projectos destinados a ampliar o acesso à electricidade para empresas e populações, sobretudo em zonas com cobertura insuficiente. O embaixador apontou também investimentos em energia solar para abastecer comunidades angolanas e salientou o apoio das autoridades nacionais à sua concretização.
O encontro abordou ainda as possibilidades de investimento angolano nos Emirados Árabes Unidos. Neste âmbito, o diplomata identificou oportunidades nos sectores imobiliário e comercial, incluindo a importação de produtos.
A iniciativa reuniu representantes institucionais, empresários e especialistas para discutir as condições de acesso aos dois mercados e os mecanismos de facilitação do comércio bilateral. A agenda incluiu questões fiscais e aduaneiras, incentivos ao investimento privado e oportunidades na Zona Económica Especial Luanda-Bengo.
Fonte: Forbes África Lusófona





