O Fundo Nacional de Energia (FUNAE) entregou a gestão da Fábrica de Painéis Solares de Moçambique (FPSM) ao Jampur Group, dos Emirados Árabes Unidos. O objectivo é relançar a produção, modernizar a tecnologia e tornar a unidade mais competitiva, noticiou a agência Lusa.
A passagem foi anunciada esta quarta-feira, 21 de Outubro, pelo presidente do FUNAE, Mety Gondola, na cerimónia de entrega da gestão, no Parque Industrial de Beluluane, província de Maputo.
“A nossa expectativa é que esta empresa, pela experiência que apresentou, possa de facto entrar no mercado, competir e fazer uma diferença na prestação de serviços”, afirmou Mety Gondola, que se mostrou confiante na capacidade da nova operadora para melhorar o desempenho da fábrica.
Segundo o responsável, a unidade tem limitações tecnológicas que a impedem de competir com os equipamentos mais modernos à venda no mercado, sobretudo por causa da escala de produção e da potência dos sistemas que fabrica.
“A dimensão não nos permitia escala. A potência máxima daquilo que se produzia era da ordem de 270 [watts] e não nos permitia ser competitivos com pacotes que nós temos com menor dimensão que fazem cerca de 670 [watts]”, explicou.
“A nossa expectativa é que esta empresa, pela experiência que apresentou, possa de facto entrar no mercado, competir e fazer uma diferença na prestação de serviços”
Mety Gondola
Com a entrada do Jampur Group, sediado no Dubai, o FUNAE espera que a fábrica passe a usar tecnologia mais avançada e aumente a capacidade para responder às exigências do mercado nacional.
Mety Gondola considera também que a mudança permitirá ao FUNAE concentrar-se na sua missão de promover o acesso à energia, deixando a operação industrial a cargo de uma entidade com capacidade técnica e comercial para explorar a unidade. “Cada vez mais acreditamos que o FUNAE tem de funcionar na sua essência”, afirmou.
O presidente do Fundo apelou ainda à nova gestora para que diversifique a oferta e chegue não só a instituições públicas e empresas, mas também a famílias, agricultores e pequenos produtores.
“Não se concentrem apenas nas vendas em grande escala para as estruturas do Estado ou empresariais. Pensem também nas unidades que devem servir a população individualmente, as machambas [campos de cultivo] e outras unidades de produção”, recomendou.
Para Mety Gondola, oferecer soluções adaptadas a diferentes segmentos poderá alargar o uso da energia solar nas comunidades, na agricultura e em pequenos projectos produtivos.





