Trabalhadores moçambicanos da fábrica de processamento de grafite, no distrito de Nipepe, na província do Niassa, denunciam uma alegada exclusão de alguns benefícios por parte dos responsáveis da empresa em favorecimento de trabalhadores estrangeiros.
A denúncia foi apresentada ao Secretário de Estado da província do Niassa, Silva Livone, que, na passada terça-feira, visitou aquele empreendimento económico. Os denunciantes afirmaram, por exemplo, que os funcionários nacionais não beneficiam de seguro de saúde, um benefício laboral reservado aos estrangeiros.
Na sua interacção com a direcção da fábrica, Silva Livone orientou a empresa a honrar com os seus compromissos. “Há uma questão de que se fala: vocês garantem o seguro de saúde aos trabalhadores estrangeiros, mas aos moçambicanos não. Isso não é bom. Uma empresa tem de garantir o seguro de saúde, nos termos da lei, a todos os colaboradores porque todos manuseiam produtos químicos extremamente nocivos à saúde humana. Daqui a dois ou três anos, um trabalhador pode perder a vida. Então, como é que fica?”, questionou.
O Secretário de Estado do Niassa disse ainda que a empresa deve concluir a construção dos centros de saúde, melhorar as vias de acesso às comunidades circunvizinhas da fábrica e instalar lombas em algumas aldeias ao longo do troço Nipepe-Malema.
Em resposta, o Director-Geral da DH Mining, empresa responsável pelo processamento de grafite de Nipepe, Qinjiang Zhu, prometeu melhorar as relações com a comunidade e seguir as recomendações do representante do Governo moçambicano, na província do Niassa.
Refira-se que a fábrica de grafite produz cinco mil toneladas do minério por mês e emprega 1.500 trabalhadores. A empresa prevê aumentar o número de funcionários para 2.000 após a conclusão das obras de ampliação em curso. (Carta)



