A Motorcare passou a ser a importadora e distribuidora oficial da Peugeot e da Citroën em Moçambique, na sequência de uma parceria com a Stellantis – grupo automóvel que detém as duas marcas. O lançamento oficial da representação decorreu esta terça-feira, 13 de Outubro, em Maputo, e assinala uma nova etapa na oferta comercial da empresa, que celebra 30 anos de actividade no mercado nacional.

“Hoje, damos mais um passo importante nesse percurso. A integração da Peugeot e da Citroën no portefólio da Motorcare representa uma aposta estratégica na diversificação da nossa oferta e no reforço da nossa posição no mercado automóvel nacional”, afirmou o director-geral da empresa, Ivan Buzi, durante a cerimónia.

Segundo o responsável, as duas marcas apresentam características que permitem responder a diferentes necessidades dos consumidores. “A Peugeot, com a sua identidade marcada pela elegância, desempenho e inovação, e a Citroën, reconhecida pelo conforto, criatividade e acessibilidade, apresentam propostas distintas”, declarou, defendendo que a integração permitirá alargar as opções disponíveis para os consumidores moçambicanos.

A apresentação incluiu quatro modelos: Citroën C3, Citroën Aircross, Peugeot Landtrek e Peugeot 2008, destinados a diferentes segmentos do mercado automóvel.

Alguns dos modelos das duas marcas que passam a integrar o portefólio da Motorcare no mercado moçambicano

Assistência pós-venda e continuidade das garantias

A Motorcare pretende associar a comercialização das duas marcas a uma estrutura de assistência pós-venda, com manutenção, assistência técnica especializada, disponibilidade de peças sobressalentes e acompanhamento dos clientes ao longo da vida útil das viaturas.

“Por isso, a nossa aposta passa também pelo desenvolvimento de uma estrutura de pós-venda capaz de assegurar assistência técnica especializada, disponibilidade de peças e um acompanhamento adequado ao longo da vida útil das viaturas”, afirmou Ivan Buzi.

Sobre a continuidade da assistência aos veículos comercializados anteriormente por outra entidade, o responsável garantiu que as viaturas ainda abrangidas pela garantia deverão ser assistidas pela Motorcare.

“Qualquer viatura que esteja em garantia tem de ser servida por nós”, declarou, acrescentando que o processo prevê a transferência do suporte anteriormente assegurado e o acesso às peças necessárias.

Stellantis aposta na experiência local da Motorcare

Ash Ramraj, representante da Stellantis, afirmou que a escolha da Motorcare para representar a Peugeot e a Citroën em Moçambique se deve à experiência da empresa, ao conhecimento do mercado nacional e à sua relação com os clientes.

“Com mais de 30 anos de experiência, estabelecimento de relações com os clientes e uma compreensão profunda do mercado moçambicano, a Motorcare traz a experiência e o compromisso local necessários para liderar estas marcas”, afirmou Ramraj.

O responsável explicou que a parceria também se enquadra na estratégia do grupo para optimizar a sua rede de distribuição na África Austral. “Esta parceria também faz parte da nossa estratégia para optimizar a rede de distribuição na África Austral, reforçar a nossa presença local e melhorar o acesso dos clientes aos nossos produtos e serviços”, declarou.

Viaturas das marcas Peugeot e Citroën apresentadas pela Motorcare durante o lançamento oficial da sua representação em Moçambique

Ramraj acrescentou que a estratégia da Stellantis não se limita à comercialização de viaturas, mas abrange também a relação com os consumidores e a assistência após a venda. “Para nós, o sucesso não é simplesmente vender carros, é crescer, manter as relações com os clientes e desenvolver uma experiência de propriedade completa”, afirmou.

Mercado automóvel e perspectivas de crescimento

Na resposta a questões dos jornalistas sobre a dimensão do mercado, Ivan Buzi reconheceu que o sector continua condicionado por limitações, embora tenha registado crescimento em comparação com o ano anterior.

“Neste momento, nós estamos a tentar chegar aos níveis pré-covid. Então, o mercado está a crescer, comparado com o ano passado, mas nós ainda não chegámos ao nível pré-covid”, afirmou.

O responsável apontou ainda dificuldades no acesso a divisas e nas condições de financiamento e importação, factores que condicionam a actividade dos operadores. Apesar desses constrangimentos, reiterou a confiança no potencial do mercado moçambicano.

“Recebemos esta responsabilidade com entusiasmo e com a determinação de desenvolver as marcas Peugeot e Citroën de forma sustentável, respeitando os padrões internacionais e a expectativa dos consumidores moçambicanos”, afirmou Ivan Buzi.

Texto: Alfredo Ubisse