O ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, defende que a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) deve recuperar a sua sustentabilidade financeira e operacional, através de uma reestruturação efectiva que melhore a gestão da empresa e a qualidade dos serviços prestados aos passageiros.

O posicionamento foi apresentado na manhã desta quarta-feira, 14 de Outubro de 2026, em Macaneta, na província de Maputo, durante a realização do II Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Logística.

Segundo João Matlombe, a situação da transportadora aérea nacional continua a exigir atenção e determinação, tendo em conta o seu papel estratégico na conectividade nacional, na integração territorial, no desenvolvimento do turismo e na ligação de Moçambique aos mercados internacionais.

O governante salientou, contudo, que a importância da LAM para o país não deve ser utilizada como justificação para a continuidade de ineficiências, dificuldades operacionais ou dependência permanente do apoio financeiro do Estado.

Para o ministro, o processo de reestruturação em curso deve resultar em mudanças concretas na forma como a empresa é administrada, utiliza a sua frota, organiza as operações e responde às necessidades dos passageiros.

“Precisamos de uma companhia mais fiável, operacionalmente eficiente, financeiramente sustentável e orientada para resultados”, defendeu Matlombe.

Reestruturação deve melhorar a gestão e os resultados da LAM

O ministro destacou que a recuperação da transportadora deve assentar numa estratégia clara de gestão da frota, num controlo rigoroso dos custos, no aumento das receitas, no reforço da disciplina operacional e na responsabilização dos gestores pelos resultados alcançados.

Na sua perspectiva, estas medidas são fundamentais para garantir que a empresa ultrapasse as dificuldades actuais e consiga desempenhar o seu papel no desenvolvimento económico e social de Moçambique.

Matlombe sublinhou ainda que o objectivo da reestruturação não deve limitar-se à manutenção da empresa em funcionamento, mas sim à recuperação da sua capacidade de servir o país de forma eficiente e sustentável.

“A LAM não precisa apenas de sobreviver. Precisa de recuperar a sua capacidade de servir o país e de operar de forma sustentável”, enfatizou o governante.

As declarações reforçam a necessidade de mudanças estruturais na companhia aérea nacional, com foco na eficiência operacional, na sustentabilidade financeira e na melhoria dos serviços prestados aos passageiros.

Fonte: Jornal Domingo.