O Presidente da República, Daniel Chapo, defende que a consolidação da paz e da reconciliação nacional exige o envolvimento de todos os moçambicanos, com destaque para as famílias e os líderes religiosos. O Chefe do Estado considera que a paz não deve limitar-se às negociações políticas e às celebrações históricas, devendo ser construída diariamente nas comunidades, nas escolas e no seio familiar.

Falando durante a Conferência Nacional Inter-religiosa, Daniel Chapo apelou à promoção do diálogo, do perdão, da tolerância e do respeito pelas diferenças, independentemente da religião, origem étnica ou filiação partidária dos cidadãos.

O Presidente da República alertou igualmente para os efeitos da desinformação, do discurso de ódio e da manipulação de conteúdos nas redes sociais, incluindo através da inteligência artificial, considerando que estes fenómenos podem alimentar divisões e comprometer a convivência pacífica entre os moçambicanos.

Daniel Chapo sublinhou que a educação para a paz começa nas famílias, defendendo que os pais e encarregados de educação devem acompanhar a formação dos filhos e transmitir-lhes valores éticos e morais. Na sua perspectiva, a exposição das crianças e dos adolescentes a conteúdos digitais exige maior responsabilidade por parte das famílias e da sociedade.

O Chefe do Estado destacou ainda o contributo das diferentes confissões religiosas na promoção da dignidade humana, da solidariedade, do amor ao próximo e da reconciliação nacional, apelando ao reforço da sua participação no diálogo nacional inclusivo.

Sobre este processo, Daniel Chapo considerou que constitui uma oportunidade para reflectir sobre questões fundamentais para o futuro do país, entre as quais a reforma do Estado, o sistema de justiça eleitoral, a modernização da administração pública e a gestão de conflitos.

O Presidente da República defendeu, por fim, que a construção de uma paz duradoura exige instituições sólidas, cidadãos conscientes e comunidades reconciliadas, capazes de rejeitar a violência como instrumento de resolução de divergências.

A intervenção teve lugar no âmbito das reflexões sobre os 50 anos da Independência Nacional e a perspectiva de construção de 50 anos de paz em Moçambique.