Matola, 22 Out (AIM) – O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, apelou às confissões religiosas para que contribuam activamente para o diálogo nacional inclusivo e a reconciliação entre os moçambicanos, através da promoção da paz, da tolerância e da resolução pacífica de conflitos.
O Presidente assim se pronunciou na abertura oficial hoje (22), na cidade da Matola, da Conferência Nacional Inter-religiosa, evento que decorreu sob o lema “Clamando por 50 vezes 50 anos de paz”, e que juntou líderes religiosos, representantes de partidos políticos e organizações da sociedade civil.
“Não sejam apenas observadores do diálogo nacional inclusivo. Sejam promotores activos da cultura de diálogo que o país necessita”, afirmou Chapo que destacou o papel das instituições religiosas na aproximação entre as comunidades e no reforço da confiança entre os cidadãos.
O Chefe de Estado considerou que a reconciliação nacional não depende apenas dos acordos políticos, mas também do envolvimento das famílias e das comunidades na promoção do respeito pelas diferenças, do perdão e da convivência pacífica.
Chapo defendeu o combate aos discursos de ódio, à desinformação, e à manipulação nas redes sociais, incluindo conteúdos falsos produzidos com recurso à inteligência artificial, que podem alimentar preconceitos e dividir a sociedade.
“Uma palavra irresponsável pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos em todo o planeta Terra e alimentar preconceitos, dividir pessoas e comunidades”, advertiu.
Por sua vez, o Movimento Moçambique Primeiro, promotor da iniciativa, defendeu o compromisso colectivo com a paz, reconciliação e dignidade humana, bem como a necessidade de colocar os interesses nacionais acima das diferenças políticas, religiosas, culturais e sociais.
Com efeito, o director executivo do Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD), Hermenegildo Mulhovo, destacou a importância do envolvimento das comunidades locais, das mulheres, dos jovens e das lideranças tradicionais e religiosas na construção de uma paz duradoura.
Mulhovo considerou que o diálogo nacional inclusivo constitui uma oportunidade para abordar as causas dos conflitos, reforçar a confiança entre os cidadãos e promover a reconciliação e a unidade nacional.
(AIM)
Laura Tembe (LT)/mz



