A Fundação para a Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) e parceiros mobilizaram 47 milhões de meticais, desde 2017, através do Cartão bio. Deste montante, cerca de 33 milhões de meticais foram destinados ao financiamento de projectos de conservação da biodiversidade e desenvolvimento comunitário.
Os dados foram apresentados esta quinta-feira, 15 de Outubro, em Maputo, durante um seminário dedicado à divulgação dos resultados das iniciativas financiadas pelo mecanismo, sob o lema “Da Contribuição ao Impacto: Conhecendo as Iniciativas DAQUI que Fazem a Diferença”.
Segundo a informação divulgada pelas duas instituições, os fundos apoiam projectos orientados para a protecção de espécies e ecossistemas, a redução dos conflitos entre pessoas e fauna bravia e a promoção de meios de subsistência sustentáveis nas comunidades locais. Os restantes 14 milhões de meticais ainda não foram alocados a projectos, devendo ser canalizados para futuras iniciativas de conservação no país.
O seminário reuniu representantes institucionais, parceiros e organizações envolvidas na implementação de projectos de conservação, com o objectivo de apresentar os resultados alcançados e promover a partilha de experiências sobre o contributo das parcerias para responder aos desafios ambientais.
Criado em 2017, o Cartão bio é um cartão de débito associado a uma parceria entre a BIOFUND e o BCI. O mecanismo prevê a canalização para a fundação de uma percentagem do valor das transacções efectuadas com o cartão nos terminais de pagamento, bem como de uma contribuição associada à emissão de cada cartão, sem custos adicionais para o titular, de acordo com a informação divulgada.
A iniciativa procura, assim, mobilizar recursos para a conservação da biodiversidade através de operações bancárias correntes. O cartão é também apresentado pelas instituições como o primeiro cartão bancário biodegradável do país.



