O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INATRO) nega ter dívidas com a empresa GENERAL SECURRITY, Limitada, depois de trabalhadores desta prestadora de serviços terem trancado, na manhã desta quarta-feira, 21 de Outubro, as portas de acesso à sede da instituição, em protesto contra o atraso no pagamento de salários.
Num comunicado, o INATRO esclarece que contratou a empresa em Abril de 2026 para assegurar os serviços de segurança, protecção e vigilância das instalações da sua sede. A instituição rejeita, entretanto, qualquer responsabilidade directa pelos salários em atraso, afirmando que não possui dívidas com a prestadora de serviços.
Segundo os trabalhadores, a dívida salarial abrangia inicialmente quatro meses, dos quais apenas um terá sido pago, permanecendo três meses por regularizar. Os seguranças alegam que a empresa atribui o atraso à falta de pagamento por parte do INATRO, enquanto a instituição sustenta que cumpriu as suas obrigações contratuais.
O INATRO afirma ainda que o cumprimento dessas obrigações foi confirmado pelos gestores da GENERAL SECURRITY, Limitada, durante um encontro convocado para prestar esclarecimentos sobre o caso.
A manifestação ganhou visibilidade depois de os trabalhadores recorrerem a algemas para trancar as portas de acesso à instituição. Entretanto, numa tentativa de obter esclarecimentos, a TV Sucesso procurou ouvir, em directo, o presidente do Conselho de Administração do INATRO, mas a chamada acabou por ser cancelada.
No mesmo comunicado, o INATRO deplora o sucedido e informa que está a tomar medidas junto da empresa contratada para evitar a repetição de situações semelhantes.
Apesar do posicionamento oficial da instituição, permanece por esclarecer a razão pela qual os trabalhadores continuam a reclamar três meses de salários em atraso e quando os valores serão efectivamente pagos.
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