O Presidente da República, Daniel Chapo, quer transformar Nacala-Porto num centro internacional de comercialização de gemas e pedras preciosas, com a realização anual de iniciativas destinadas a aproximar produtores, compradores e investidores do sector mineiro.

Na abertura oficial da CAVAME-d, esta terça-feira, em Nacala, província de Nampula, o Chefe do Estado destacou a realização do primeiro leilão de rubis em território nacional como um passo para aumentar a visibilidade dos recursos moçambicanos e criar novas oportunidades económicas no país.

“Estamos a explorar rubis há anos, mas o primeiro leilão de rubis em território nacional vai acontecer em Nacala e constitui um marco importante na valorização dos nossos recursos minerais”, afirmou, confirmando

Chapo defendeu que Moçambique deve aproveitar a sua posição entre os produtores mundiais de rubis para desenvolver actividades económicas que vão além da extracção, incluindo a transformação das pedras preciosas, a produção de jóias, os serviços especializados e o turismo.

A realização de um leilão internacional de gemas integra a programação da CAVAME-d, que decorre de 19 a 24 de Outubro e inclui a Feira Anual de Gemas de Nampula (FAGENA).

O Presidente considera que a riqueza mineral do país não deve ser encarada apenas como matéria-prima destinada à exportação. Na sua perspectiva, os rubis, a grafite, as areias pesadas, o ouro e outros recursos podem alimentar cadeias produtivas nacionais, criar empresas especializadas e gerar empregos directos e indirectos.

Leilão anual pretende atrair compradores estrangeiros

Chapo anunciou a intenção de realizar anualmente a iniciativa em Nacala e atrair compradores e operadores internacionais para o norte do país. O Presidente apontou possíveis ligações aéreas através de centros regionais e internacionais, defendendo que a presença regular de compradores poderá dinamizar a actividade económica de Nacala e beneficiar outros destinos turísticos, como a Ilha de Moçambique, Pemba e outras regiões do país.

A expectativa do Governo é que o evento impulsione actividades complementares, incluindo alojamento, restauração, transporte, logística e serviços especializados ligados à comercialização de gemas.

Chapo defendeu que o desenvolvimento da indústria extractiva deve respeitar o ambiente, a saúde e a segurança dos trabalhadores, bem como os direitos e interesses das comunidades. Por isso, sublinhou que as populações devem participar no diálogo e acompanhar os compromissos assumidos pelas empresas.