O Gabinete Central de Combate à Criminalidade Organizada e Transnacional (GCCCOT) deteve alguns funcionários de uma instituição financeira nacional, indiciados de envolvimento num esquema fraudulento que terá permitido a subtracção ilícita de valores das contas bancárias de clientes, através da reactivação de contas inactivas com recurso a documentos falsos ou falsificados.
A informação foi avançada pelo GCCCOT, através de um comunicado de imprensa, que refere que o processo-crime foi instaurado na sequência de uma denúncia apresentada por uma instituição financeira nacional, visando investigar o alegado esquema fraudulento.
Segundo a instituição financeira, os indiciados identificavam contas bancárias de clientes que se encontravam inactivas há mais de 180 dias e, mediante a utilização de documentos falsos ou falsificados, procediam à sua activação. Posteriormente, emitiam cartões de débito, utilizados para efectuar levantamentos de valores ou pagamentos em terminais de ponto de venda (POS).
Ademais, no decurso das diligências de investigação, os detidos são indiciados pela prática dos crimes de fraude relativa a instrumentos de pagamento electrónico, associação criminosa, falsificação de documentos, uso de documentos falsos e branqueamento de capitais.
Perante a possibilidade de práticas semelhantes estarem a ocorrer noutras instituições financeiras, o GCCCOT anunciou ainda que irá estender as investigações a outras entidades do sector, com vista ao apuramento de eventuais situações semelhantes, à identificação dos seus autores e à respectiva responsabilização.
Adiante, o GCCCO destaca a importância do reforço dos mecanismos de controlo interno, auditoria, monitorização de operações suspeitas e segurança dos sistemas de informação das instituições financeiras, como medidas essenciais para a protecção dos clientes e a salvaguarda da integridade do sistema financeiro nacional.



