Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações, depois de ter sido noticiado pela Axios que o Presidente norte-americano, Donald Trump, poderá dar mais tempo ao Irão para encontrar uma solução diplomática para a guerra antes de retomar os ataques contra o país.
O Brent, de referência para a Europa, cede agora 2,61%, para os 110,47 dólares por barril, numa altura em que o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos da América (EUA), recua 3,05%, para os 100,94 dólares por barril.
No sábado, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, já tinha avançado que ainda não tinha sido tomada qualquer decisão sobre novos ataques após as eleições intercalares nos EUA, que se realizam nesta terça-feira, 3 de Novembro, e que Donald Trump prefere uma solução diplomática para a guerra. A possibilidade de negociações atenuou os receios de uma nova escalada militar, apesar de os ataques a navios nas imediações do Estreito de Ormuz se manterem.
No domingo, a UK Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido uma denúncia de que um navio tinha sido atingido no Estreito de Ormuz, na sequência de um ataque, na sexta-feira, a um navio-tanque de gás natural liquefeito (GNL). A organização comunicou ainda que outra embarcação foi atingida a leste de Ras Al Khafji, na Arábia Saudita, já no interior do golfo Pérsico.
Para Florence Schmit, analista sénior de energia do Rabobank, “esta é uma correcção temporária dos preços”, revelou à Bloomberg, já que a actual retórica sugere que uma nova escalada no Médio Oriente continua a ser possível e poderá fazer subir as cotações do petróleo, segundo o especialista.
Neste sentido, o Goldman Sachs reviu em alta as previsões para os preços do petróleo no final deste ano e em 2027, devido aos riscos acrescidos para o abastecimento, juntando-se a outras instituições financeiras que têm reforçado as suas estimativas após meses de guerra no golfo.
O banco de investimento norte-americano prevê agora que o Brent atinja os 105 dólares por barril em Dezembro, acima dos 90 dólares anteriormente estimados, e que registe uma média de 88 dólares em 2027, mais 10% do que a previsão anterior, segundo citou a Bloomberg.
O Brent valorizou 14% em Outubro e atingiu máximos de seis meses, apesar de os fornecimentos de petróleo do Médio Oriente terem recuperado para níveis próximos dos registados antes da guerra.





