Os preços do petróleo estão a negociar com valorizações nesta manhã perante preocupações de que ainda falta percorrer um longo caminho até os Estados Unidos (EUA) e o Irão chegarem a um acordo para pôr fim à guerra. Isto depois do crude ter registado fortes quedas durante a sessão anterior depois de ter sido noticiado pela Axios que o Presidente norte-americano, Donald Trump, poderá dar mais tempo ao Irão para encontrar uma solução diplomática para a guerra antes de retomar os ataques contra o país.
O Brent, de referência para a Europa, soma agora 1,58%, para os 106,43 dólares por barril, depois de ter afundado cerca de 8% na sessão de segunda-feira, numa altura em que o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, avança 1,52%, para os 97,93 dólares por barril.
O Presidente iraniano afirmou que o líder supremo do país concedeu ao Governo poderes acrescidos para negociar, enquanto o Presidente norte-americano, Donald Trump, deu sinais de progressos nas conversações.
Ainda assim, os ataques de menor escala prosseguem. Na segunda-feira, 2 de Novembro, os EUA atacaram a ilha iraniana de Qeshm, à entrada do Estreito de Ormuz, noticiou o Wall Street Journal, citando responsáveis norte-americanos. A agência estatal iraniana IRNA noticiou cinco explosões na ilha.
“Tendo em conta o elevado nível de tensão, não faz muito sentido assistir a quedas de preços” como a registada na segunda-feira, disse à Bloomberg Karen Young, investigadora sénior da Faculdade de Relações Internacionais e Assuntos Públicos da Universidade de Columbia. “Mas o fluxo de notícias está a provocar oscilações nos mercados, o que significa que os preços poderão voltar a disparar caso assistamos a uma intensificação dos ataques militares dos EUA e de Israel contra o Irão”, sublinhou.
A queda de segunda-feira ocorreu pouco antes dos eleitores norte-americanos se dirigirem às urnas para as eleições intercalares, numa altura em que Trump e o Partido Republicano enfrentam uma pressão política crescente devido à subida dos preços da energia, impulsionada pela guerra. Trump tem afirmado repetidamente que irá resolver o conflito, de uma forma ou de outra, ao mesmo tempo que ameaça retomar os ataques contra o Irão depois das eleições.





