O Moza Banco defendeu a necessidade de acompanhar as empresas lideradas por mulheres em todas as fases do seu crescimento, desde a formalização dos negócios até à expansão e ao acesso ao financiamento, durante o II Fórum Económico da Mulher (FEMOZ 2026), realizado na quinta-feira, 22 de Outubro, em Maputo, no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano.
A posição foi apresentada pelo presidente da Comissão Executiva do Moza Banco, Manuel Soares, no painel “Mulheres nos Mercados e Investimentos: como transformar negócios em empresas preparadas para crescer?”, que debateu os mecanismos para reforçar a capacidade das empresas lideradas por mulheres e facilitar o seu acesso ao financiamento.
Segundo um comunicado do Banco, na sua intervenção, Manuel Soares destacou as necessidades financeiras das empresas ao longo do seu desenvolvimento, incluindo a aquisição de equipamentos, a gestão de tesouraria e a expansão das actividades. Entre as soluções apresentadas, referiu a Linha do Banco Europeu de Investimento (BEI), no valor de 10 milhões de euros, operacionalizada pelo Moza Banco, dos quais 40% se destinam a empresas elegíveis segundo os critérios de participação e empoderamento feminino definidos para o mecanismo.
A linha beneficia de um programa de assistência técnica implementado pela GOPA AFC, com financiamento da União Europeia e do Banco Europeu de Investimento. Sobre os obstáculos enfrentados pelas empresárias no acesso ao crédito, o responsável salientou que “a capacidade de obter financiamento depende também da preparação dos negócios, nomeadamente da sua formalização, da organização das contas e da movimentação das receitas através do sistema bancário”.
Manuel Soares apontou, igualmente, soluções como o leasing (contracto onde um banco ou uma empresa especializada compra um bem e o aluga para si por um tempo determinado) e o desconto de livranças, sujeitas à análise de crédito e às condições aplicáveis a cada operação. Mencionou ainda os programas de capacitação que o Banco disponibiliza, como os cursos gratuitos disponíveis na plataforma PraFrente.
O presidente da Comissão Executiva destacou igualmente a figura da Women Champion do Moza Banco, criada ao abrigo do Aviso n.º 07/GBM/2025 do Banco de Moçambique, com a responsabilidade de impulsionar e acompanhar a aplicação da política de acesso e utilização equitativa de produtos e serviços financeiros em toda a rede da instituição. “O nosso compromisso não é apenas conceder crédito, é acompanhar as empresárias para que os seus negócios cresçam de forma sustentável, e prestar contas, todos os anos, dos resultados que alcançamos”, afirmou Manuel Soares.
No encerramento do painel, o Moza Banco manifestou disponibilidade para colaborar com a Bolsa de Valores de Moçambique e associações empresariais na preparação de empresas lideradas por mulheres para acederem ao mercado de capitais. Com esta participação, a instituição reafirma, segundo a nota, o seu compromisso com a inclusão financeira e o empreendedorismo feminino, através de soluções de financiamento e acompanhamento empresarial ajustadas às diferentes fases de desenvolvimento dos negócios.
Realizado, sob o tema “Mais Investimento na Mulher, Mais Crescimento para Moçambique”, o fórum reuniu decisores públicos, instituições financeiras, representantes do sector privado e parceiros internacionais. O painel foi moderado por Hersínia Manjate e contou também com a participação do BIG, da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e da AMBA.





