Os preços do petróleo estão a subir mais de 1% esta quarta-feira (21), com o Brent, referência para o mercado europeu, a voltar a negociar acima dos 110 dólares por barril, numa altura em que novos ataques a navios no Estreito de Ormuz ameaçam reduzir significativamente os fluxos da matéria-prima.

Nesta manhã, o Brent do Mar do Norte segue a ganhar 1,55%, para 110,48 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência para o mercado dos Estados Unidos da América (EUA), avança 1,44%, para 99,26 dólares. Por sua vez, o gás natural TTF, negociado em Amesterdão, que nesta terça-feira ultrapassou os 90 euros por megawatt-hora pela primeira vez desde Dezembro de 2022, antes de cair abruptamente, está agora a subir 3,10%, para 87,70 euros.

De acordo com os analistas do Morgan Stanley, os ataques a embarcações no Estreito de Ormuz aumentaram de dois a quatro por semana durante o verão para 12, levando o banco norte-americano a rever em alta as suas previsões para o preço do Brent a curto prazo. Ainda assim, cerca de 12 milhões de barris de petróleo por dia continuam a atravessar esta via marítima, menos quatro milhões do que no pico mais recente.

Apesar de os fluxos de petróleo estarem próximos dos níveis anteriores à guerra, as reservas mundiais de crude continuam em mínimos históricos. Segundo dados do Instituto Americano do Petróleo (API, na sigla inglesa), as reservas de petróleo bruto nos EUA caíram 4,9 milhões de barris na semana passada, registando a terceira queda semanal consecutiva. Os dados deverão ser confirmados esta quarta-feira pela Administração de Informação sobre Energia norte-americana.

Só este ano, o Brent já valorizou cerca de 80%, impulsionado pelos conflitos no Médio Oriente, que estão a afectar os fluxos de petróleo através do Estreito de Ormuz, e pela guerra entre a Ucrânia e a Rússia. A subida dos preços dos produtos refinados tem sido ainda mais acentuada, sobretudo depois de Moscovo ter restringido as exportações de gasóleo na sequência dos ataques de Kiev às suas refinarias.