A Administração Nacional de Estradas (ANE) prevê realizar trabalhos de manutenção e melhoramento em cerca de 4600 quilómetros de estradas na Zambézia até 2028, com financiamento do Fundo de Estradas. O programa abrange vias asfaltadas e não asfaltadas, incluindo acessos a zonas de produção e infra-estruturas portuárias.

Segundo a Lusa, as intervenções estão distribuídas por 57 lotes, integrados em quatro concursos públicos. A maior componente incide sobre estradas não asfaltadas, com cerca de 3730 quilómetros repartidos por 40 lotes.

Os trabalhos abrangem vários distritos, entre os quais Maganja da Costa, Pebane, Milange, Gurué, Morrumbala, Namarrói, Lugela, Gilé e Alto Molócuè.

O plano contempla também a manutenção de aproximadamente 875 quilómetros de estradas asfaltadas, distribuídos por 14 lotes. Estão abrangidos troços nas zonas de Quelimane, Mocuba, Nicoadala, Namacurra, Luabo, Milange, Maganja da Costa e Alto Molócuè, incluindo acessos à fronteira com o Maláui.

Os restantes três lotes destinam-se a melhoramentos localizados, com destaque para os acessos ao Porto de Chinde e ao porto-cais de Quelimane. Os concursos abrangem o período de 2026 a 2028, estando a entrega de propostas prevista até 5 de Novembro de 2026.

As intervenções visam melhorar as condições de circulação e facilitar o transporte de mercadorias, reforçando as ligações entre zonas agrícolas, centros urbanos e infra-estruturas logísticas da província.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) citados no texto, a Zambézia dispunha de 4557 quilómetros de estradas classificadas no final de 2025. Deste total, 1051 quilómetros correspondiam a estradas principais, 722 a secundárias, 1792 a terciárias e 992 a vicinais.

Quanto ao tipo de superfície, a rede integrava 1114 quilómetros de estradas revestidas e 3443 quilómetros de vias não revestidas, que representavam cerca de três quartos da extensão total.