A fábrica de cimento do Dondo, na província de Sofala, aumentou a sua capacidade anual de moagem de 750 mil para 1,3 milhão de toneladas, na sequência da entrada em funcionamento de uma nova linha de produção de clínquer, matéria-prima essencial para o fabrico de cimento. A expansão deverá contribuir para reduzir a dependência das importações e reforçar o abastecimento do mercado nacional, sobretudo na região Centro do País.

A nova unidade industrial, com capacidade para produzir três mil toneladas de clínquer por dia, entrou em funcionamento em Outubro de 2026, após a conclusão de um projecto de expansão e modernização iniciado em Maio de 2025. Segundo o jornal notícias, as obras foram executadas pela empresa China Railway No. 20 Bureau (Moçambique), Lda., no âmbito de um investimento destinado a modernizar as infra-estruturas industriais e aumentar a capacidade produtiva da fábrica.

Com a expansão, a capacidade anual de moagem de cimento deverá registar um crescimento de aproximadamente 73%, passando das anteriores 750 mil toneladas para 1,3 milhão de toneladas. A iniciativa representa um reforço da capacidade industrial instalada no País, com potencial para melhorar a disponibilidade de materiais de construção destinados à execução de projectos habitacionais, comerciais e de infra-estruturas.

A expansão industrial contempla igualmente a instalação de um sistema de geração de energia eléctrica com capacidade de cinco megawatts, que aproveita o calor residual dos processos de produção. A tecnologia deverá melhorar a eficiência energética da unidade e reduzir o consumo de electricidade proveniente de fontes externas. A fábrica pertence actualmente à Huaxin Cement, grupo industrial chinês que controla a Cimentos de Moçambique, e constitui uma das unidades históricas da indústria cimenteira nacional, tendo sido fundada em 1949.

Em Setembro de 2024, a Cimentos de Moçambique anunciou um plano de investimento de 60 milhões de dólares para modernizar e ampliar a unidade do Dondo. O projecto previa a instalação de um forno de clínquer, de um novo moinho vertical de cimento e de equipamentos de ensacamento, além da criação de cerca de 200 postos de trabalho directos.

A entrada em funcionamento da nova linha de produção deverá permitir à fábrica aumentar a disponibilidade de matéria-prima produzida localmente e reforçar o fornecimento de cimento à região Centro de Moçambique, contribuindo para a expansão da capacidade industrial nacional.