O preço do petróleo está a recuar, depois de a Agência Internacional de Energia (AIE) ter anunciado que os países membros vão acelerar a libertação de 100 milhões de barris de crude, cuja disponibilização estava pendente desde um acordo anunciado em Março deste ano.

Nesta manhã, o Brent, crude de referência para a Europa, segue com queda de 0,66%, para 105,26 dólares por barril, depois de ter subido 1,3% no acumulado da semana. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos da América (EUA), recua 0,68%, para 97,29 dólares por barril.

Segundo dados da Baltic Exchange, o custo do transporte de uma carga típica de crude norte-americano da costa do Golfo dos EUA para Roterdão desceu cerca de 12% na última semana.

Os esforços de Washington para fazer baixar os custos da energia podem limitar novas subidas, mantendo o Brent entre 104 e 106 dólares por barril, afirmou Vandana Hari, fundadora da empresa de análise energética Vanda Insights, à Bloomberg.

Em destaque nesta sexta-feira está o GFS Pride, navio com bandeira de Singapura, que se afundou enquanto era rebocado para terra, depois de ter sido atingido por um projéctil da Guarda Revolucionária Islâmica, segundo o Comando Central dos EUA. Apesar do ataque, mais de 40 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, o que sugere que o tráfego marítimo continua, apesar da tensão na região. O navio foi atingido na terça-feira, segundo a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA). Os 21 tripulantes foram retirados sem ferimentos antes de a embarcação se afundar.

“É provável que o conflito se agrave”, escreveram analistas do Eurasia Group, numa nota enviada à Bloomberg, elevando de 35% para 65% a probabilidade de uma intensificação do conflito. “O impasse actual deixou de ser sustentável para os EUA”, acrescentaram.

Os ataques iranianos a petroleiros e navios de carga têm-se intensificado nas últimas semanas, aumentando os riscos para todo o tipo de tráfego comercial no Estreito de Ormuz.

Segundo dados da Administração de Informação de Energia dos EUA, as reservas de crude dos Estados Unidos diminuíram 8,6 milhões de barris na semana passada, a maior queda desde Fevereiro, em parte devido às paragens de produção causadas pelo furacão Isaias, ao forte ritmo de refinação e às exportações.