A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) iniciou, a 1 de Outubro, um modelo operacional que permite transportar combustíveis directamente da Beira para Harare, sem descarga intermédia em Feruka. O sistema, denominado “bombagem em série”, foi desenvolvido em cooperação com a Petrozim Line (PZL), operadora do oleoduto Feruka-Harare.

Segundo um comunicado citado pelo Club of Mozambique, o novo modelo integra as operações dos oleodutos Beira-Feruka e Feruka-Harare, permitindo que funcionem como um único sistema de transporte.

O combustível recebido no Porto da Beira pode seguir directamente para a capital do Zimbabué, ser descarregado em Feruka ou repartido entre os dois destinos. Neste último caso, parte do produto é entregue em Feruka e o restante encaminhado para Harare.

Esta flexibilidade permite ajustar a distribuição às necessidades dos mercados abastecidos e facilita a gestão dos volumes transportados.

A operação reforça a integração das infra-estruturas do Corredor da Beira, uma das rotas de abastecimento de combustíveis aos países do interior da África Austral. O oleoduto da CPMZ, com 294 quilómetros, liga o Porto da Beira a Feruka, onde se articula com a rede da PZL.

A entrada em funcionamento da bombagem em série acompanha o projecto de expansão da capacidade de transporte. Em Setembro, a CPMZ anunciou que prevê um aumento de 67%, dos actuais três milhões para cinco milhões de metros cúbicos por ano, até ao final de 2027.

A expansão do troço Beira-Feruka será coordenada com o reforço da capacidade do oleoduto Feruka-Harare, procurando assegurar que as duas infra-estruturas respondem ao crescimento da procura regional.