Ontem no Gúrùe, Daniel Chapo voltou a comprovar uma das maiores façanhas da sua personalidade: a simplicidade.
E sua mulher, Gueta, seguindo-lhe as peugadas.
A “jota” do partidão (OJM-Frelimo) estava em reunião “conspiratória” lá na profunda Zambézia, respirando os ares do planalto verdejante de chazeiros no Gúruè.
Daniel e Gueta mostraram o quão esse toque de personalidade lhes provém das profundezas da alma, encravada nas páginas de seus ADNs.
No intervalo de almoço, o casal foi frescar-se numa simplória tenda de campismo, daquelas sombras e bancos feitos para intervalo de trabalho operário, sem encosto nem mesa para loiça de porcelana nem taças de cristais.
E desfrutaram de um comer básico, servido para todos sem comida de distinção para casal presidencial…não era uma “caviarada” de banquete presidencial, mas feijão cozido com tseke (não uma feijoada com todos os ingredientes) e um peixe que parecia o delicioso Mpende na minha adivinhação de “chef” de meia tijela.
E foram desfrutando em pratos de lata e “garfadas” à mão, vislumbrando o canhoto de Daniel e a destreza de Gueta, mergulhada em seu contagiante à-vontade.
O almoço de Chapo ontem no Gúruè foi mais um registo da postura natural e espontânea impregnada na personalidade do Presidente, destacando-se seu estilo descontraído.
Almoçando a sós com a mulher, Chapo barricou-se contra o “lambebotismo”, reiterando uma postura de tolerância zero em relação à bajulação interna, e demonstrando em intervalo breve e de mangas arregaças sua atitude firme centrada no trabalho.
(MM)



