O presidente da Frelimo, Daniel Chapo, defende o envolvimento activo da juventude na conquista da independência económica de Moçambique. O dirigente falava esta sexta-feira (06), no distrito de Gurué, província da Zambézia, durante a abertura do primeiro Acampamento Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) e o lançamento das comemorações dos 49 anos da organização.
O encontro reúne mais de 1200 jovens provenientes de diferentes pontos do País e decorre até amanhã, domingo, com uma agenda centrada na formação patriótica e ideológica, unidade nacional, empreendedorismo, empregabilidade, disciplina, ética e moral. Os participantes vão igualmente reflectir sobre a situação política, económica e social da juventude moçambicana.
Segundo uma publicação do Jornal “O País”, antes da cerimónia de abertura, Daniel Chapo orientou um comício, no qual defendeu a preservação da paz e o diálogo nacional. Entretanto, apelou à juventude para não perder de vista o passado histórico do País, considerando que o conhecimento da história é fundamental para compreender o presente e preparar o futuro. Na ocasião, alertou ainda para as diferentes formas de actuação do que classificou como inimigo do povo moçambicano.
“É importante que a juventude saiba que no presente, a guerra de armas pode ter parado, mas o inimigo do povo moçambicano, tem várias formas de agir para alcançar o mesmo objectivo. Nós nunca podemos estar distraídos, são as mesmas pessoas que ficaram 500 anos aqui, nos colonizaram a nos chamar de indígenas e a nos vender como escravos, como se vende panela, coco, prato e nós éramos vendidos da mesma maneira”, disse o presidente apelando a OJM a vigilância.
Já na abertura do acampamento, o presidente da Frelimo voltou a colocar a independência económica no centro do seu discurso, defendendo que a juventude deve assumir um papel de liderança nesse processo. “Independência económica não significa isolamento do nosso País, não significa rejeitar a cooperação internacional ou investimento estrangeiro. Para nossa independência económica, em termos práticos caros jovens, é a capacidade de nosso país transformar os nossos recursos naturais, dominarmos o conhecimento científico e as tecnologias modernas incluindo a inteligência artificial, para sermos capazes de produzir cada vez mais aquilo que consumimos”, disse o presidente.
Chapo manifestou o desejo de ver Moçambique transformado num País industrializado, com capacidade tecnológica e financeira para impulsionar a criação de mais postos de trabalho, sobretudo para os jovens. Destacou igualmente as reformas legislativas no sector mineiro e petrolífero, apontando-as como parte dos esforços para o desenvolvimento económico.
O combate à bajulação no seio das instituições e da sociedade foi outra das questões abordadas pelo dirigente. Mas foi o apelo à prática do bem que mereceu particular atenção dos presentes, tendo a sala permanecido em silêncio enquanto Daniel Chapo desenvolvia a sua mensagem.
Por sua vez, o Secretário-Geral da OJM, Constantino André, defendeu a ideia de uma OJM mais próxima de jovens em diversos pontos de actividades, para responder ao chamamento do presidente à independência económica.
O primeiro acampamento nacional da OJM decorre sob o lema: “OJM, 49 anos honrando a nossa história, unindo a juventude e construindo o futuro, rumo à independência económica”.
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