Especialistas defendem que as autoridades devem continuar a reforçar as medidas de prevenção e responsabilizar os mandantes dos crimes, enquanto o sector empresarial considera que um ano sem registo de raptos de empresários favorece o investimento e o crescimento da economia nacional.
Durante um período, os raptos foram recorrentes em Moçambique, com criminosos a actuar à luz do dia e a repetir os ataques durante semanas consecutivas, sem que os responsáveis fossem devidamente responsabilizados. Entretanto, o cenário registou mudanças, tendo sido reportadas várias mortes de pessoas alegadamente ligadas a estes crimes.
Actualmente, o país assinala um ano sem registo de raptos de empresários, uma situação que tem sido vista como um sinal positivo no combate a este tipo de criminalidade.
No âmbito desta realidade, a TV Sucesso ouviu os juristas Paulo de Sousa e Ivan Maúse, que reconheceram os esforços desenvolvidos no combate aos raptos. Na avaliação dos especialistas, as acções contra os alegados autores destes crimes demonstram a existência de um objectivo comum por parte do Governo moçambicano no enfrentamento deste fenómeno.
Contudo, os juristas defendem que o trabalho das autoridades não deve terminar com o combate aos executores. Consideram necessário identificar os mandantes dos raptos e garantir que sejam igualmente responsabilizados perante a Justiça.
Os especialistas alertam ainda que a ausência de novos casos registados não deve servir de motivo para o relaxamento das autoridades competentes. Pelo contrário, defendem a continuidade das medidas preventivas e o reforço do investimento nos profissionais envolvidos na prevenção e no combate aos raptos.
Empresários destacam benefícios para a economia nacional
Na perspectiva do sector empresarial, os raptos constituíam um obstáculo ao crescimento e ao desenvolvimento da economia moçambicana, afectando negativamente o ambiente de negócios no país.
Por essa razão, os empresários consideram que um ano sem registo de raptos representa um cenário favorável para as empresas e para a economia nacional.
Na sua avaliação, a manutenção desta tendência poderá contribuir para a criação de mais postos de trabalho, o aumento do investimento e o crescimento das receitas fiscais do Estado.
O sector empresarial considera, assim, que a melhoria das condições de segurança é importante para criar um ambiente de negócios mais favorável, estimular a actividade económica e promover o desenvolvimento do país.
Apesar dos progressos assinalados, os apelos dos juristas apontam para a necessidade de manter a vigilância, reforçar a prevenção e assegurar que todos os envolvidos nos raptos, incluindo os seus mandantes, sejam responsabilizados.
Fonte: TV Sucesso



