A Polícia da República de Moçambique (PRM) está a realizar diligências para localizar Narciso Cardoso, apontado como alegado mandante da exploração clandestina de ouro numa área concessionada a uma empresa, no distrito de Manica, província de Manica.

A Polícia da República de Moçambique (PRM), através do seu Comando Distrital de Manica, está no encalço de um cidadão identificado como Narciso Cardoso, suspeito de ser o responsável por uma operação de exploração ilegal de ouro numa área concessionada a uma empresa.

A informação foi avançada por Eunice Faustino, porta-voz do Comando Distrital da PRM em Manica, que assegurou estarem em curso diligências com vista à localização e neutralização do referido indivíduo.

De acordo com a porta-voz, o nome de Narciso Cardoso foi mencionado repetidamente pelo motorista de uma camioneta que se encontra apreendida pelas autoridades, juntamente com material mineral. O condutor terá apontado o cidadão como o mandante da operação de retirada do minério, que seria posteriormente transportado para outra área, onde passaria por um processo de lavagem ou processamento.

As autoridades procuram, assim, esclarecer o envolvimento do suspeito na alegada exploração clandestina de recursos minerais numa área sob concessão empresarial.

Suspeito também é associado a disputa com comunidade de Manica

Além da suspeita relacionada com a mineração ilegal, Narciso Cardoso tem-se apresentado como assistente jurídico de Lopes Quichine, outro cidadão envolvido numa disputa com a comunidade de Forte Macequece, na zona de Mutambarico, distrito de Manica.

No âmbito deste diferendo, Lopes Quichine é acusado de usurpação de uma área de 25 hectares e de ter recebido indevidamente uma compensação financeira de 24 milhões de meticais.

Segundo a informação divulgada, o referido montante deveria, em condições normais, ser partilhado entre os membros da comunidade, circunstância que está na origem das acusações relacionadas com o caso.

Até ao momento, a informação apresentada não esclarece o desfecho da disputa com a comunidade, nem indica se foram formalizadas acusações judiciais contra os cidadãos mencionados relativamente aos factos descritos.

Fonte: Jornal Domingo