O Millennium bim abre, a partir de hoje até 12 de Dezembro, ao público, no Centro Cultural Franco-Moçambicano (CCFM), a exposição “Faces da Modernidade: Obras do Acervo Millennium bim”, a segunda mostra da sua colecção de arte. A exposição reúne 19 obras de 19 artistas e assinala os 31 anos de actividade do Banco.
Promovida em parceria com o CCFM e com curadoria de Jorge Dias, a mostra centra-se em trabalhos maioritariamente produzidos na década de 1990, integrando também obras dos primeiros anos da década seguinte.
Segundo um comunicado do Banco, esta segunda mostra dá continuidade a “Entre Cores e Formas: Pluralidade de Vozes”, realizada em Outubro de 2024, também no CCFM. A primeira exposição centrou-se nos artistas clássicos e na produção anterior à Independência. “Faces da Modernidade” revisita sobretudo a década de 1990, dando a conhecer outro período relevante da história da arte moçambicana.
Do óleo e do acrílico à técnica mista e ao guache, sobre tela e papel, as obras revelam múltiplas formas de observar e representar a realidade do País. A exposição integra trabalhos de Bela Rocha, Bento Mukeswane, Butcheca, Catarina Temporário, Ciro, Conde, Dito, Fernando Rosa, Gemuce, Gilberto Cossa, Isabel Martins, Kheto, Micas Nungo, Miro, Neto, Pedro Mourana, Silva Dunduro, Ulisses e Zandamela.
As artes plásticas fazem parte da identidade do Millennium bim desde a sua origem. O Banco tem apoiado artistas moçambicanos e promovido, com os seus parceiros culturais, iniciativas que dão visibilidade ao seu trabalho e aproximam a arte do público.
Para o presidente do Conselho de Administração do Millennium bim, Moisés Jorge, o valor deste património ultrapassa os espaços do Banco. “Este acervo foi construído ao longo da história do Millennium bim, mas o seu valor não se limita às paredes da instituição. Ao torná-lo acessível, partilhamos com a sociedade uma parte importante da memória artística de Moçambique. É também desta forma que escolhemos assinalar os 31 anos do Banco: valorizando os criadores e o património cultural que ajudam a contar quem somos”, afirmou.
Por sua vez, o curador Jorge Dias, afirmou que “‘Faces da Modernidade’ propõe um percurso por obras que revelam diferentes respostas artísticas às transformações vividas a partir da década de 1990. Mais do que encerrar uma leitura sobre esse período, a exposição convida o público a descobrir a pluralidade de experiências e linguagens que marcou a criação artística moçambicana.”
O Millennium bim continuará a revelar outras obras da sua colecção em futuras mostras, alargando o acesso do público a este património e dando maior visibilidade aos seus autores.
(Foto DR)




