As autoridades moçambicanas intensificaram as acções de fiscalização na albufeira de Cahora-Bassa, na província de Tete, com o objectivo de combater a pesca ilegal e travar o uso de artes de pesca nocivas ao ecossistema aquático.
A iniciativa, denominada “Operação Limpeza”, foi lançada na presença do Secretário de Estado do Mar e Pescas, Momade Arnaldo Juízo, e do Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional do Mar (INAMAR), Adolfo José Albino.
Coordenada pelo INAMAR, a operação envolve a participação da Marinha de Guerra de Moçambique, da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial, do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), das Alfândegas, entre outras instituições ligadas ao sector marítimo e pesqueiro.
A acção visa reforçar o controlo das actividades de pesca, travar práticas ilegais e assegurar a conservação dos recursos pesqueiros, perante o aumento da utilização de métodos considerados prejudiciais ao equilíbrio do ecossistema aquático.
Segundo o INAMAR, a operação deverá ser alargada a outras regiões do país, numa estratégia destinada a promover a exploração sustentável dos recursos marinhos e pesqueiros, garantindo a sua disponibilidade para as comunidades e contribuindo para o desenvolvimento da economia nacional.
A instituição apela aos armadores, pescadores e operadores do sector para que cumpram a legislação marítima e pesqueira em vigor, sublinhando que a protecção dos recursos naturais é fundamental para assegurar o abastecimento de pescado, a segurança alimentar e nutricional das comunidades e a preservação desses recursos para as gerações futuras.
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