O Presidente da República conferiu posse, esta segunda-feira (19), na Presidência da República, a Edson da Graça Francisco Macuácua no cargo de Ministro da Educação e Cultura, num acto solene em que o Chefe de Estado colocou como prioridade máxima da nova liderança a resposta rápida e eficaz às preocupações e reivindicações dos professores moçambicanos.

Na mesma cerimónia, Isaú Joaquim Menezes tomou posse como Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, numa reconfiguração governamental orientada para dinamizar o sector educativo e científico no país.

O ponto focal das orientações do Chefe de Estado dirigidas ao novo Ministro da Educação e Cultura centrou-se na urgência de restaurar a confiança e estabelecer um diálogo permanente, humilde e transparente com os docentes em todo o território nacional.

Exigindo uma aproximação efectiva às bases e às organizações representativas da classe, o Presidente da República instou a nova direcção a dar respostas concretas às dificuldades que apoquentam a classe docente, nomeadamente a regularização de pagamentos pendentes e de horas extraordinárias.

“Os professores são o coração do nosso sistema educativo. Conhecemos as dificuldades que enfrentam e as preocupações que têm sido apresentadas pelas suas organizações representativas. Queremos que essas preocupações sejam ouvidas com atenção, respeito, humildade e sentido de responsabilidade do Estado”, sublinhou Chapo.

O Chefe de Estado reforçou “o diálogo não deve acontecer apenas quando surgem dificuldades, deve fazer parte da forma normal de dirigir e governar o sector”.

Adicionalmente, o Presidente da República enquadrou a actuação dos novos governantes na exigência de cumprimento dos contratos-programa instituídos em Dezembro de 2025, recordando que o desempenho será aferido por resultados mensuráveis na melhoria da qualidade do ensino, no combate ao abandono escolar e na valorização da identidade cultural e das línguas moçambicanas.

Ao novo Secretário de Estado da Ciência e Ensino Superior, Isaú Menezes, que prestou o seu juramento lendo o termo de compromisso em sistema Braille, o Chefe de Estado recomendou a prossecução do Plano Estratégico do Ensino Superior 2026–2035, exortando as universidades a tornarem-se pólos produtores de soluções práticas e de inovação tecnológica ao serviço da transformação económica do país.

Em resposta às directrizes presidenciais, o recém-empossado Ministro da Educação e Cultura, Edson Macuácua, assumiu publicamente o compromisso de colocar a valorização do docente no centro das atenções do seu mandato.