TEXTO DE ISABEL JEREMIAS

A Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA), em Manica, manifesta preocupação com o aumento da circulação de carvão vegetal em motorizadas na cidade de Chimoio, uma prática que levanta dúvidas sobre a proveniência do produto e pode estar associada à exploração ilegal de recursos florestais.

O delegado da instituição na província, André Zandamela, considera que a situação exige uma maior atenção dos fiscais ambientais, tendo em conta a dificuldade de determinar a origem do carvão transportado e a possibilidade de este resultar de cortes ilegais de árvores.

Segundo o responsável, a AQUA pretende reforçar o controlo sobre esta actividade, de modo a identificar a proveniência dos produtos florestais e reduzir práticas que contribuem para a degradação das florestas.

Zandamela explicou que a exploração e comercialização de produtos florestais podem ser realizadas legalmente, desde que os operadores cumpram os procedimentos nacionais de registo e licenciamento, apelando aos interessados para que abandonem a clandestinidade e exerçam a actividade dentro dos parâmetros estabelecidos por lei.

O responsável reiterou que as operações de fiscalização decorrem diariamente e abrangem também o transporte de carvão em viaturas.