O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu hoje, em Maputo, o reforço da
cooperação e do compromisso colectivo dos países africanos para reduzir os impactos dos desastres, que no biénio 2023-2024 provocaram mais de 74 mil mortes, afectaram cerca de 64 milhões de pessoas e causaram perdas económicas superiores a oito mil milhões de dólares norte-americanos no continente.
Falando na abertura da Conferência Internacional sobre Redução do Risco de Desastres em África, o Chefe do Estado, que é
Campeão da União Africana para a Gestão e Redução do Risco de Desastres, considerou a redução do risco de desastres indispensável para o desenvolvimento sustentável, alertando que, sem uma gestão eficaz dos riscos, os progressos económicos, sociais e ambientais permanecem vulneráveis aos efeitos crescentes das calamidades.
O Presidente da República referiu que cheias, ciclones tropicais e secas representaram cerca de 90 por cento do total dos danos causados por desastres em África no período em análise, enquanto o número de ocorrências aumentou de 612 para 738 eventos.
Perante este cenário, o Chefe do Executivo moçambicano defendeu o reforço da cooperação para construir sociedades mais
preparadas e resilientes. “Por isso, é fundamental reforçar a nossa cooperação e o compromisso colectivo para construir uma África mais resiliente”.