O escritor Mia Couto defendeu a elaboração de um Plano Nacional de Leitura em Moçambique, considerando que a promoção da literatura exige mais do que a publicação de livros: requer políticas públicas capazes de garantir que as obras cheguem aos leitores e contribuam para a formação intelectual, cultural e cívica das novas gerações.

O repto foi lançado durante a divulgação e consagração dos escritores Eduardo Quive, na Prosa, com o livro “Mutiladas”, e Sangari Okapi, na Poesia, com a obra “Utsi para Hienas em Sete Andamentos”, vencedores do prémio literário Mia Couto, cuja cerimónia teve lugar na cidade da Beira.

Mia Couto fez a intervenção na presença do secretário de Estado na província de Sofala, Manuel Rodrigues, a quem o escritor desafiou a contribuir para a criação de uma estratégia nacional que amplie o acesso aos livros, particularmente nas escolas, e incentive o desenvolvimento de hábitos de leitura desde a infância.

Na perspectiva de Mia Couto, a existência de escritores e a publicação de obras literárias não são suficientes para assegurar a vitalidade da literatura nacional. É necessário criar condições para que os livros sejam lidos, discutidos e integrados nos processos de aprendizagem, através de bibliotecas, programas de incentivo à leitura e outras iniciativas de aproximação entre os autores e o público. Leia mais…