O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu, hoje, o reforço do papel dos professores na promoção da tolerância, do respeito pela diversidade e da cidadania, considerando a educação fundamental para a consolidação da unidade e reconciliação nacionais, bem como para a preparação de cidadãos capazes de contribuir para a independência económica de Moçambique.

Falando por ocasião do Dia do Professor, o Chefe do Estado afirmou que, num momento em que o país conduz o processo de Diálogo Nacional Inclusivo, a missão dos docentes assume particular relevância, uma vez que, através da educação, os professores ensinam as pessoas a tolerância, o respeito ao próximo, o respeito pela diversidade e à valorização da cidadania.

Segundo o Presidente Chapo, os professores contribuem para formar gerações capazes de escutar, compreender as diferenças e construir consensos, fortalecendo a unidade nacional, a reconciliação nacional e a paz em Moçambique.

Daniel Chapo associou igualmente o papel dos professores ao processo de transformação económica do país, defendendo que a ambição de alcançar a independência económica começa nas escolas.

O Presidente da República destacou que a profissão docente está entre as mais nobres da sociedade, por contribuir para a formação de cidadãos e para a transmissão de valores nacionais.

“O professor ensina a conhecer, a fazer, a conviver e a ser e estar, contribuindo para uma sociedade mais justa, solidária e próspera que todos nós almejamos”, disse, sublinhando que é nas salas de aula onde se lançam as bases da paz, da cidadania, da inclusão e do desenvolvimento nacional.

Na sua intervenção, o Chefe do Estado reconheceu os desafios decorrentes do crescimento da população escolar, que exigem maior investimento em professores, salas de aula, materiais didácticos e condições adequadas de ensino e aprendizagem.

Neste contexto, afirmou que a Estratégia Nacional de Desenvolvimento 2025–2044 coloca o desenvolvimento do capital humano entre as prioridades, assegurando que o Governo continuará a trabalhar para melhorar as infra-estruturas escolares, reforçar a formação dos docentes e promover ambientes de ensino seguros e inclusivos.

Daniel Chapo reconheceu também os desafios que afectam a classe docente, nomeadamente a gestão das carreiras, o desenvolvimento profissional e o processamento das horas extraordinárias.

Segundo o Presidente, estas matérias exigem “respostas responsáveis, transparentes e sustentáveis, assentes no diálogo e na procura de soluções conjuntas, que temos feito com os nossos professores”.

Neste quadro, anunciou que o Ministério da Educação e Cultura foi orientado a desenvolver mecanismos de reconhecimento e valorização dos professores que se distinguem pelo mérito, dedicação, competência e responsabilidade.

Sublinhou, contudo, que a valorização da profissão deve ser acompanhada pelo compromisso dos docentes com a ética, integridade, responsabilidade, competência, assiduidade, qualidade do ensino e sucesso dos alunos, reafirmando o compromisso do Governo de continuar a investir na educação, de acordo com as possibilidades do país.

Na mensagem apresentada pelo Secretário-Geral da Organização Nacional dos Professores/Sindicato Nacional dos Professores de Moçambique (ONP/SNPM), Teodoro Muidumbe, a organização reconheceu o papel do professor como “actor principal e o pilar central do sistema de ensino-aprendizagem”.

Por conseguinte, apontou entre os desafios da classe as turmas sobrecarregadas, a escassez de material didáctico, as longas distâncias para chegar às escolas, a necessidade de superação pedagógica, as condições socioeconómicas e habitacionais e a garantia de ambientes de trabalho seguros e motivadores.

A ONP/SNPM defendeu ainda o diálogo com o Governo e a união de esforços entre as organizações representativas dos professores para a dignificação da classe e melhoria da educação pública.

Por ocasião da data, o Presidente da República expressou reconhecimento aos professores que exercem a sua missão em diferentes pontos do país, muitas vezes em condições difíceis, e apelou à renovação do compromisso com uma escola orientada para o conhecimento, a inclusão, o patriotismo e a inovação.

“Que nunca faltem a motivação, a dignidade e as condições necessárias para exercerdes esta profissão tão nobre”, afirmou o Chefe do Estado, defendendo que cada escola deve preparar as novas gerações para os desafios do desenvolvimento nacional.

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