A actividade do sector privado da África do Sul manteve-se em contracção em Outubro, pressionada pela fraca procura, pelo aumento dos custos dos combustíveis e pelos constrangimentos nas operações portuárias e no transporte marítimo, segundo um inquérito empresarial divulgado esta quinta-feira, 5 de Novembro.
O Índice de Gestores de Compras (PMI, na sigla inglesa) da S&P Global para a África do Sul manteve-se nos 49,0 pontos em Outubro, permanecendo abaixo do limiar de 50 pontos, que separa a expansão da contracção da actividade económica.
“Talvez o sinal mais preocupante do último inquérito tenha sido a acentuada queda da confiança empresarial. As expectativas em relação à actividade nos próximos 12 meses caíram para o nível mais baixo desde Agosto de 2020”, afirmou David Owen, economista-chefe da S&P Global Market Intelligence.
A produção registou a segunda queda consecutiva, ao ritmo mais acentuado desde Dezembro, enquanto as novas encomendas voltaram a diminuir, embora a contracção tenha abrandado significativamente face a Setembro. A procura externa também recuou, pela primeira vez desde Maio.
As pressões sobre os custos intensificaram-se, com o aumento dos preços dos combustíveis a elevar a inflação dos custos de aquisição para o nível mais alto desde Junho. As empresas repercutiram parte destes encargos nos preços de venda, levando a inflação dos preços praticados a atingir um máximo de quatro meses.
Os atrasos nas entregas dos fornecedores persistiram, num contexto de constrangimentos nas operações do porto de Durban. Apesar de as empresas continuarem, em média, a prever um aumento da produção nos próximos 12 meses, a confiança empresarial deteriorou-se em todos os sectores.
Fonte: Reuters





