As vendas de veículos de novas energias (NEV, em inglês) na África do Sul, nos primeiros nove meses deste ano, ultrapassaram o total registado durante todo o ano de 2025, reflectindo o crescimento da procura por soluções de mobilidade electrificada, segundo dados divulgados na segunda-feira, 2 de Novembro, pela associação do sector automóvel naamsa.

Em Setembro, o país atingiu um marco neste segmento, com um em cada nove veículos vendidos a ser classificado como NEV, informou a organização. A categoria inclui veículos híbridos plug-in, híbridos convencionais e veículos eléctricos a bateria.

Entre Janeiro e Setembro, as vendas acumuladas destas três categorias atingiram 22 389 unidades, um crescimento de 34% face aos 16 703 veículos comercializados durante todo o ano passado.

O desempenho ocorre num contexto de expansão do mercado automóvel sul-africano. Em Outubro, as vendas totais de veículos, incluindo modelos convencionais a gasolina e gasóleo, aumentaram 10,4% em termos homólogos, para 61 890 unidades, de acordo com os dados da naamsa.

No segmento dos veículos de novas energias, os híbridos plug-in e os eléctricos a bateria representaram, em conjunto, 50,5% das vendas acumuladas até Setembro, ultrapassando ligeiramente os híbridos convencionais, que corresponderam a 49,5%.

Em termos absolutos, foram comercializados 8082 híbridos plug-in e 3217 veículos eléctricos a bateria nos primeiros nove meses do ano, contra 11 090 híbridos convencionais.

O crescimento tem sido impulsionado pela entrada de uma maior variedade de modelos electrificados no mercado, sobretudo de fabricantes chineses, como a Chery, a Great Wall Motor e a BYD.

Os analistas apontam igualmente os elevados preços internacionais do petróleo como um dos factores que têm levado consumidores e empresas a considerar alternativas aos veículos movidos a combustíveis tradicionais.

“À medida que os preços dos combustíveis aumentam, cada vez mais consumidores e empresas reconhecem os benefícios financeiros de longo prazo da transição para a mobilidade elétrica”, afirmou Hiten Parmar, director-executivo da consultora Electric Mission.