O ouro caiu para menos de 4 mil dólares por onça, estando a caminho de uma segunda perda mensal consecutiva, numa altura em que a subida dos preços do petróleo veio aumentar as pressões inflacionistas e a queda das acções tecnológicas fez aumentar o risco de os investidores venderem o metal para cobrir perdas.

O metal precioso recua 1,10% para os 3981,79 dólares por onça, depois de já ter caído mais de 1% na sessão anterior, e aproxima-se do valor mais baixo desde meados de Julho. A prata chegou a descer 2,8%, para menos de 51 dólares por onça, e acumula uma perda de cerca de 16% no mês.

“Apesar de a prata entrar em território de sobrevenda, mantém-se o risco de mais liquidações de posições longas e de vendas impulsionadas pelo actual momento por parte de fundos com uma orientação técnica”, afirmou Ole Sloth Hansen, responsável de estratégia de commodities do Saxo Bank à Bloomberg, acrescentando que isso poderá abrir caminho a uma descida até meados dos 40 dólares por onça.

A Reserva Federal (Fed) norte-americana deixou em aberto a possibilidade de uma subida das taxas de juro antes do final do ano, e os dados divulgados na quinta-feira mostraram que o índice de preços das despesas de consumo pessoal dos Estados Unidos da América (EUA) subiu 0,5% no mês passado. É o maior aumento desde Março do indicador de inflação preferido do banco central.

O metal amarelo desvalorizou mais de 4% em Outubro, com as preocupações de que os combates no Médio Oriente possam ser retomados e de que os preços da energia permaneçam elevados. O petróleo valorizou perante sinais de que os EUA poderão retomar os ataques militares contra o Irão depois das eleições intercalares da próxima semana.

As tecnológicas lideraram, pelo segundo dia consecutivo, uma queda global das bolsas, com mais uma ronda de resultados desapontantes a acelerar a rotação para fora da aposta na Inteligência Artificial (IA). Isto seguiu-se à forte queda das acções ligadas à IA na semana passada, que arrastou o ouro para o nível mais baixo desde Julho.