Os preços do petróleo estão a subir esta sexta-feira (30), passando os 117 dólares por barril na referência de negociação europeia. Com a aproximação das eleições intercalares nos Estados Unidos da América (EUA), surgem receios entre os investidores quanto ao rumo do conflito no Médio Oriente.
Nesta manhã, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, sobe 1,89%, para os 117,05 dólares por barril, depois de ter avançado mais de 2% na quarta-feira. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os EUA, valoriza 1,67%, para os 103,70 dólares por barril. O gás natural negociado em Amesterdão avança mais de 2% e volta a ultrapassar os 100 dólares por megawatt-hora.
As exportações de gás natural liquefeito (GNL) pelo Estreito de Ormuz mantiveram-se em Outubro perto do máximo desde o início da guerra, mas continuam abaixo de um terço dos níveis anteriores ao conflito. No petróleo, a recuperação foi mais rápida, os fluxos regressaram a valores próximos dos registados antes da guerra e, ainda assim, o Brent tem-se mantido maioritariamente acima dos 100 dólares desde Setembro.
A incerteza é elevada, tanto quanto à trajectória do conflito como à reacção do mercado petrolífero. Uma nova escalada é considerada o desfecho mais provável, com o Brent em torno dos 115 dólares.
Caso a guerra recomece, é improvável que o petróleo repita a subida de Março e chegue aos 150 dólares; um intervalo de 120 a 130 dólares é mais plausível. Há três razões para isso: os mercados já descontam novas perturbações, o mundo está a adaptar-se (por exemplo, com a maior utilização de veículos eléctricos na China) e a escalada pode ser breve.





