A marca luso-moçambicana de joalharia Mariaruby oficializou a sua entrada no mercado nacional, num evento realizado esta quinta-feira, 29 de Outubro, no Hotel Radisson Blu, em Maputo, com uma proposta centrada na transformação local de recursos minerais em produtos de maior valor acrescentado.
De acordo com um comunicado enviado ao Diário Económico (DE), O lançamento surge na sequência do apelo do ministro dos Recursos Minerais e Energia, Esteves Pale, à introdução de reformas no sector extractivo para reduzir a perda de receitas associada à exportação de minerais em bruto e assegurar que actividades como a lapidação, a certificação e a produção de joalharia contribuam para a economia nacional.
O posicionamento do governante foi reiterado durante a 8.ª edição da Feira Anual de Gemas e Metais Preciosos, realizada recentemente, em Nacala, onde “destacou a necessidade de aumentar o valor gerado internamente a partir dos recursos minerais do País”. Na ocasião, o ministro reiterou a urgência de reformas estruturais no sector extractivo para travar a evasão de divisas provocada pela exportação de minerais em bruto e garantir que o valor acrescentado da lapidação, certificação e joalharia permaneça no território nacional.
“Com uma trajectória consolidada no mercado internacional e presença em publicações de referência como a revista Forbes, a Mariaruby materializa esta visão de soberania económica e retenção de valor. A empresa posiciona-se no cruzamento entre a riqueza geológica moçambicana e o luxo ético, promovendo a transformação e certificação internacional de pedras preciosas e metais nobres”, refere a nota.
A marca é liderada por Cheila Gomes, fundadora e directora – criativa. “Com mais de 17 anos de experiência em Gestão e Marketing e uma trajectória de doze anos no sector extractivo, incluindo oito anos em Moçambique, onde esteve à frente das Relações Públicas da maior mina de rubis do mundo, a empresária aplicou o conhecimento do sector para edificar uma marca que une sustentabilidade, ética e identidade cultural africana”, lê-se no comunicado.
“Adicionar valor aos nossos recursos minerais não é apenas uma meta macroeconómica, é uma questão de soberania e de dignidade económica nacional. Durante anos vi o valor das nossas pedras preciosas ser capturado fora das nossas fronteiras. A Mariaruby nasce para provar que é possível fixar este conhecimento em Moçambique, criar empregos qualificados para os nossos jovens e devolver ao País, em forma de arte e produto acabado, a riqueza da nossa terra”, afirmou a empresária, acrescentando que a marca pretende contribuir para a criação de empregos qualificados para os jovens moçambicanos.
Além de comercializar joias exclusivas com gemas naturais moçambicanas e globais, o projecto empresarial engloba uma dimensão de impacto social e educacional. Entre as iniciativas em curso destaca-se o programa de formação em lapidação artesanal, desenvolvido em parceria com instituições académicas internacionais, como a Universidade de Aveiro em Portugal, com vista a capacitar jovens moçambicanos e reactivar qualificações em vias de extinção.
O evento de lançamento reuniu decisores políticos, diplomatas, empresários e individualidades de relevo da sociedade moçambicana. O programa incluiu a apresentação das colecções de joalharia da marca, demonstrações do processo ético de rastreabilidade das gemas e momentos de debate sobre o futuro da indústria de transformação mineral no País.





