Angola gastou cerca de 1,08 mil milhões de dólares na importação de combustíveis durante o terceiro trimestre de 2026, período em que as compras ao exterior representaram 74% do total de combustíveis adquiridos para o mercado nacional, segundo dados do Instituto Regulador dos Derivados de Petróleo (IRDP).
De acordo com o Sumário da Actividade Comercial no Mercado dos Derivados do Petróleo, foram adquiridas cerca de 1,1 milhões de toneladas de combustíveis para comercialização entre Julho e Setembro, sobretudo gasóleo, que representou 48% do total, e gasolina, com 30,1%.
O volume adquirido corresponde a um crescimento de aproximadamente 8% em relação ao segundo trimestre do ano, avança a Lusa.
Segundo o IRDP, além dos 74% provenientes de importações, 24,5% dos combustíveis tiveram origem na Refinaria de Luanda e 1,5% no Topping de Cabinda, unidade de processamento associada à Cabgoc.
O instituto atribui o elevado valor das importações à subida generalizada dos preços nos mercados internacionais, associada ao conflito no Médio Oriente.
Angola dispõe de uma capacidade instalada de armazenagem de combustíveis em terra de 1,2 milhões de metros cúbicos, dos quais 1,1 milhões correspondem a combustíveis líquidos.
No segmento do gás de petróleo liquefeito (GPL), utilizado sobretudo como gás de cozinha, foram disponibilizadas cerca de 148 mil toneladas métricas no mercado nacional durante o terceiro trimestre.
A fábrica Angola LNG assegurou 31,8% do volume, enquanto o terminal do Sanha contribuiu com 26,4%, a Refinaria de Luanda com 6,1% e o Topping de Cabinda com 1,8%. As importações representaram os restantes 33,9%.
Segundo o balanço do IRDP, as compras ao exterior foram necessárias para compensar a paralisação programada da fábrica Angola LNG, entre 7 de Julho e 16 de Agosto, para trabalhos de manutenção.
Apesar deste recurso às importações, a aquisição de GPL para o mercado interno registou uma redução de aproximadamente 6% face ao trimestre anterior.
Neste segmento, Angola dispõe de uma capacidade instalada de armazenagem em terra de 113 727 toneladas métricas, reforçada pelo incremento associado ao Terminal Oceânico da Barra do Dande.





