A África do Sul encerrou sem seleccionar um vencedor o seu primeiro concurso para a produção de dois mil megawatts (MW) de electricidade a partir de gás natural, devido a dificuldades na garantia do fornecimento do combustível, anunciou esta quarta-feira, 28 de Outubro, o Ministério da Energia e Electricidade.
Segundo uma publicação da Reuters, o concurso, lançado para produtores privados de energia, recebeu quatro propostas em Maio, num total de 2830 MW, após vários adiamentos. Contudo, nenhum dos concorrentes conseguiu apresentar garantias de fornecimento de gás, conforme exigido no caderno de encargos, segundo o ministro da Energia e Electricidade, Kgosientsho Ramokgopa.
A situação evidencia os desafios que o país enfrenta para garantir o abastecimento de gás natural, numa altura em que procura diversificar as fontes de produção de electricidade e reduzir a dependência das centrais a carvão.
A África do Sul importa a maior parte do gás natural que consome de Moçambique. No entanto, a redução dos volumes disponíveis ameaça afectar os consumidores industriais sul-africanos, com as actuais fontes de abastecimento a poderem esgotar-se nos próximos anos.
Apesar das dificuldades, a maior economia de África mantém os planos de apostar no gás natural para a produção de electricidade. Neste contexto, está a desenvolver, em parceria com a ExxonMobil e a Eskom, a sua primeira terminal de importação de gás natural liquefeito (GNL).
O Ministério da Energia e Electricidade não indicou quando será aberta uma nova fase de candidaturas para o fornecimento de gás destinado à produção de energia, mas reafirmou o compromisso do país com os seus objectivos de expansão da geração eléctrica a gás.





