O ciclo económico é um padrão de expansão e contracção da actividade económica de um país ou região ao longo do tempo, caracterizado por fases alternadas de crescimento e recessão na economia, com flutuações no nível de produção, emprego, renda e demanda agregada.
Como os ciclos económicos não têm uma periodicidade regular, podendo prolongar-se por vários anos ou ocorrer em períodos mais curtos, alguns autores da ciência económica estabeleceram diferentes tipos de ciclos, classificados de acordo com a sua duração. São eles:
Ciclos de curto prazo
Os ciclos de curto prazo, com uma duração de dois a quatro anos, são também conhecidos como ciclos de Kitchin, por terem sido estudados pelo estatístico Joseph Kitchin.
O especialista analisou os ciclos de actividade das empresas numa economia, tendo em conta os ajustamentos que estas realizam em resposta às variações da procura, aos preços dos fornecedores e às taxas de juro dos empréstimos.
Ciclos de Kuznets
Os ciclos de Kuznets, também conhecidos como “longas oscilações”, correspondem a padrões de flutuação de longo prazo na actividade económica identificados pelo economista Simon Kuznets.
Estes ciclos têm uma duração de 15 a 30 anos, situando-se entre os ciclos de Juglar, de menor duração, e as ondas longas de Kondratiev.
Kuznets associou estes ciclos sobretudo aos investimentos em infra-estruturas e às mudanças demográficas, nomeadamente às variações das taxas de natalidade e dos fluxos migratórios.
Ciclos de Kondratiev
Os ciclos longos de Kondratiev têm uma duração estimada entre 40 e 60 anos e foram estudados pelo economista russo Nikolai Kondratiev.
Segundo a sua teoria, estes ciclos estão associados a grandes transformações tecnológicas que influenciam o sistema capitalista, provocando períodos de expansão económica, seguidos de fases de abrandamento e crise.
Ciclos de Juglar
Os ciclos de Juglar têm uma duração aproximada de sete a 11 anos e foram estudados pelo médico e economista francês Clément Juglar, com base na análise das flutuações económicas, nomeadamente no século XIX.
Juglar estabeleceu uma relação entre as fases de expansão e contracção da actividade económica e as variações do investimento, do mercado de trabalho e da inflação.
Fonte: Investidor Sardinha





