A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) e a Câmara de Comércio da Guiné Equatorial (CCGE) assinaram um memorando de entendimento destinado a reforçar a cooperação empresarial, promover oportunidades de investimento e facilitar o estabelecimento de parcerias comerciais entre operadores económicos dos dois países.

De acordo com um comunicado oficial, o acordo foi formalizado à margem da 31.ª Feira Internacional de Macau, realizada entre 21 e 24 de Outubro de 2026, numa iniciativa que pretende aproximar as comunidades empresariais moçambicana e equato-guineense e estimular o desenvolvimento de novas relações económicas.

Segundo informações divulgadas pela Câmara de Comércio de Moçambique, o memorando estabelece uma base de cooperação institucional orientada para o intercâmbio de experiências, a partilha de conhecimentos e a identificação de oportunidades de negócio e investimento.

A parceria deverá igualmente facilitar o contacto entre empresários dos dois países, criando condições para o desenvolvimento de iniciativas conjuntas e o fortalecimento das relações comerciais. Um dos principais enfoques do entendimento é a promoção das micro, pequenas e médias empresas (MPME), consideradas fundamentais para a dinamização das economias nacionais e a criação de oportunidades de emprego.

Neste âmbito, as duas instituições pretendem contribuir para a integração destas empresas nas cadeias internacionais de valor, permitindo-lhes estabelecer contactos comerciais, identificar potenciais parceiros e explorar novos mercados. A cooperação poderá ainda favorecer a troca de experiências empresariais e institucionais, proporcionando oportunidades de aprendizagem e aproximação entre os sectores privados de Moçambique e da Guiné Equatorial.

A assinatura do memorando ocorreu durante a 31.ª Feira Internacional de Macau, evento que reuniu representantes empresariais e instituições de diferentes países, constituindo uma plataforma de promoção de negócios, investimentos e cooperação económica. O entendimento representa um novo passo no relacionamento entre as duas câmaras de comércio, embora não tenham sido divulgados, até ao momento, valores de investimento, projectos específicos ou um calendário para a implementação das iniciativas previstas.

A concretização dos objectivos estabelecidos dependerá do desenvolvimento de acções conjuntas e da capacidade das instituições de transformar a cooperação formal em oportunidades efectivas para as empresas dos dois países.