O Instituto Nacional de Estatística (INE) iniciou, na semana finda, os preparativos para o Recenseamento de Empresas, Estabelecimentos e Negócios (REMPE 2027), uma operação que visa identificar e localizar as unidades económicas existentes em todo o território nacional.

De acordo com um comunicado da instituição, o processo permitirá identificar os estabelecimentos e negócios existentes no país, registar a sua localização geográfica e organizar as áreas de trabalho, de modo a orientar as equipas responsáveis pela recolha de dados no terreno.

Esta organização pretende garantir uma maior cobertura do recenseamento, facilitando o trabalho das equipas no terreno. A operação abrangerá todos os estabelecimentos e negócios fixos e visíveis, independentemente da sua dimensão ou do seu nível de formalização.

Segundo o comunicado, a informação recolhida no terreno será complementada com dados provenientes de registos administrativos. Esta combinação permitirá reunir informação sobre as unidades económicas existentes no país e melhorar a base de dados utilizada pelo INE.

Com o REMPE 2027, o INE pretende obter dados actualizados sobre a estrutura do tecido económico nacional e a distribuição geográfica das unidades económicas. A operação permitirá também actualizar o ficheiro de unidades estatísticas, que reúne informação sobre estas unidades.

O recenseamento contribuirá ainda para aperfeiçoar as amostras utilizadas nos inquéritos económicos e rever o ano de referência das contas nacionais, reforçando a base estatística necessária para analisar a evolução da economia nacional.

Os dados recolhidos servirão de apoio à formulação, monitoria e avaliação de políticas públicas, permitindo às instituições públicas dispor de informação actualizada sobre a realidade económica do país e fundamentar as suas decisões.

A informação produzida deverá igualmente apoiar os agentes do sector privado na tomada de decisões. Deste modo, o REMPE 2027 pretende disponibilizar dados sobre as empresas, os estabelecimentos e os negócios existentes em todo o território nacional, contribuindo para um conhecimento mais actualizado do tecido económico.

Fonte: Jornal de Angola