O Presidente da República, Daniel Chapo, felicitou Luiz Inácio Lula da Silva pela reeleição como Presidente do Brasil, na sequência da segunda volta das eleições presidenciais brasileiras, realizada a 25 de Outubro.

Numa mensagem em nome do Governo e do povo moçambicano, Chapo desejou sucesso a Lula no exercício do novo mandato e prosperidade ao povo brasileiro.

O chefe do Estado destacou os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação entre Moçambique e o Brasil, sublinhando as afinidades linguísticas e culturais que unem os dois países.

Na mesma mensgem, o governante manifestou ainda a expectativa de que os dois Estados aprofundem e diversifiquem as relações bilaterais, reforçando a cooperação em áreas de interesse comum, em benefício dos respectivos povos.

Daniel Chapo reafirmou ainda o compromisso de Moçambique com o fortalecimento da parceria bilateral e a continuidade das relações existentes entre os dois países.

Lula da Silva obteve 63 388,523 votos, contra 59 099,143 de Flávio Bolsonaro, quando estavam contabilizadas 98,76% das secções de voto. O antigo sindicalista, líder do PT, de esquerda, conseguiu inverter uma desvantagem superior a dois milhões de votos registada na primeira volta.

Nessa fase, Flávio Bolsonaro, candidato da direita, obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma diferença de 2224,965 votos. Desde a introdução do sistema de duas voltas nas eleições presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que tivesse terminado a primeira votação em segundo lugar havia conseguido vencer na segunda volta.

Mais de 158,7 milhões de eleitores estavam inscritos para votar nas cerca de 564 mil urnas electrónicas distribuídas por 5571 cidades brasileiras, além de 186 cidades no estrangeiro, incluindo Lisboa, Porto e Faro.

Recentemente, os governos de Moçambique e do Brasil assinaram, em Brasília, capital do país sul-americano, um memorando de entendimento nas áreas de gestão de finanças públicas e financiamento do desenvolvimento, reforçando a cooperação bilateral.

O acordo foi formalizado pela ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, e pelo secretário de Relações Exteriores do Brasil, Mathias Alencastro, numa cerimónia que simbolizou o compromisso conjunto com o desenvolvimento sustentável.