Representantes dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) reúnem-se esta segunda e terça-feira (26 e 27), na ilha do Sal, em Cabo Verde, para discutir oportunidades de investimento privado nos sectores dos corredores logísticos, agro-negócio e turismo sustentável.

De acordo com a Lusa, o Fórum de Investimento da África Lusófona pretende “aproximar oportunidades de investimento e capital, promover novas parcerias empresariais e reforçar as ligações económicas” entre os PALOP e investidores internacionais, segundo a organização.

A segunda edição do encontro, promovida pela Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), instituição do grupo Banco Mundial dedicada ao sector privado, decorre na mesma ilha que acolheu a primeira edição, em 2025.

Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique e São Tomé e Príncipe têm presença confirmada, além de investidores, empresas, instituições financeiras e decisores públicos de outros mercados.

O fórum decorre sob o tema “Investir na África Lusófona: Potenciar corredores, desenvolver o agro-negócio e impulsionar um turismo sustentável”.

Entre os participantes anunciados pela organização estão representantes de empresas e grupos como a Vinci Concessions, a Lobito Atlantic Railway, o Grupo Coris, o Grupo Carrinho, a Inalca, a HBD Príncipe e a RIU Hotels & Resorts.

O programa inclui sessões dedicadas aos corredores logísticos e à conectividade, às cadeias de fornecimento agrícola, ao financiamento, à energia e ao turismo, com intervenções dos diferentes países para promover contactos com potenciais investidores.

No sector energético, será apresentado o Pacto Nacional para a Energia de Cabo Verde, no âmbito da Missão 300, uma iniciativa do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) que visa garantir acesso à electricidade a 300 milhões de africanos até 2030.

A sessão deverá abordar a expansão do acesso à energia, as fontes renováveis e a modernização das infra-estruturas, incluindo oportunidades de participação do sector privado.

“Acolher pela segunda vez o Fórum de Investimento da África Lusófona confirma Cabo Verde como ponto de encontro entre mercados, investidores e oportunidades”, afirmou a representante residente do Banco Mundial em Cabo Verde, Indira Campos, citada no comunicado. A responsável acrescentou que “queremos que este encontro se traduza em investimento concreto”.

Segundo dados actualizados da IFC, nos últimos cinco anos, a instituição mobilizou cerca de 1,2 mil milhões de dólares para dez projectos nos países africanos de língua portuguesa.