O ouro está a cair mais de 1% e a negociar abaixo do nível dos 4100 dólares por onça, pressionado pela subida nos preços do petróleo, que está a levar os investidores a reverem em alta as possibilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana ser mais dura na hora de mexer nas taxas de juro.
Nesta manhã, o metal amarelo cede 1,07% para 4096,46 dólares por onça, tendo chegado a desvalorizar 1,2% esta madrugada, apagando por completo os ganhos registados no dia anterior. Os ataques na Arábia Saudita estão a desestabilizar os fluxos de petróleo no Médio Oriente e a fazer com que o crude de referência para a Europa negoceie próximo dos 112 dólares por barril.
“Os preços mais elevados da energia estão a reavivar os receios de inflação e a manter viva a ameaça de novas medidas de aperto monetário por parte da Fed, o que enfraquece o apelo do ouro como refúgio seguro”, explica Hebe Chen, analista de mercado da Vantage Global Prime, à Bloomberg.
O mercado de “swaps” vê o banco central norte-americano a deixar as taxas de juro inalteradas na reunião da próxima semana, mas dá quase como certo um aperto de 25 pontos base antes do final do ano. A inflação continua bastante acima da meta dos 2% definida pela autoridade monetária, com o índice dos preços no consumidor a acelerar 3,7% em Setembro.





