O ouro está a negociar em ligeira queda esta terça-feira (20), num dia marcado por uma nova subida dos preços do petróleo, que voltou a colocar o crude de referência para a Europa acima dos 110 dólares por barril. A escalada dos preços da energia está a levar os investidores a antecipar uma inflação mais elevada e uma postura mais restritiva da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos da América, pressionando o metal precioso.
Nesta manhã, o ouro recua 0,20%, para 4132,50 dólares por onça, depois de ter caído 0,6% na sessão anterior. A pressão dos preços do petróleo intensificou-se após o vice-presidente do Irão ter afirmado que o país “não tinha outra escolha” senão assegurar o controlo do Estreito de Ormuz. Entretanto, a Administração de Donald Trump enfrenta dificuldades para avançar com o acordo alcançado com a Rússia para introduzir grandes quantidades de gasóleo no mercado.
O metal precioso está também a ser pressionado pelas elevadas taxas de juro da dívida pública norte-americana. Segundo os analistas da ANZ Research, numa nota citada pelo Wall Street Journal, a venda de obrigações francesas está a repercutir-se nos mercados dos dois lados do Atlântico. “A liquidez também se está a revelar baixa, com os investidores a manifestarem incerteza quanto às perspectivas para as taxas de juro”, acrescentaram.
Actualmente, o mercado de swaps (contratos financeiros utilizados para negociar expectativas sobre as taxas de juro) não prevê alterações nas taxas da Fed na reunião marcada para 27 e 28 de Outubro. No entanto, os investidores consideram praticamente certa uma subida de 25 pontos-base em Dezembro e antecipam pelo menos mais dois aumentos até Outubro do próximo ano.
Apesar das recentes quedas, o ouro tem conseguido manter-se acima dos 4100 dólares por onça em Outubro, depois de ter recuado mais de 6% no mês anterior. O metal precioso foi pressionado pelo fortalecimento do dólar e pela subida das taxas de juro da dívida pública norte-americana, factores que continuam a condicionar a sua evolução e poderão provocar novas perdas.





