O Governo prevê evitar cerca de 30 mil mortes até 2030 através da implementação de um plano de adaptação do sector da saúde às alterações climáticas, avaliado em 209,3 milhões de euros. A iniciativa pretende reforçar a capacidade de resposta dos serviços de saúde a fenómenos extremos, como ciclones, cheias e secas.
O anúncio foi feito esta segunda-feira, 19 de Outubro, em Maputo, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, durante a abertura da 3.ª Conferência sobre o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde, segundo a Lusa.
Na ocasião, o governante apresentou o roteiro de investimento destinado a concretizar o Plano Nacional de Adaptação do Sector da Saúde às Mudanças Climáticas, que estabelece as prioridades de intervenção e as necessidades de financiamento.
“O roteiro de investimento que hoje lançamos é um compromisso da liderança e da agenda nacional. É uma expressão de responsabilidade partilhada com vista a projectar um sistema de saúde resiliente e preparado para enfrentar os desafios climáticos”, afirmou.
Segundo Ussene Isse, a implementação das medidas deverá permitir evitar cerca de 30 mil mortes até 2030, assegurar a continuidade dos serviços de saúde durante situações de emergência e melhorar a resposta a surtos de doenças.
Entre as prioridades estão o reforço dos sistemas de alerta precoce, a melhoria das infra-estruturas de saúde e a formação dos profissionais para responder aos riscos associados às alterações climáticas.
O financiamento deverá ser assegurado através da integração progressiva dos investimentos no Orçamento do Estado e da mobilização de recursos junto de parceiros nacionais e internacionais.
O ministro recordou que Moçambique tem sido afectado por ciclones, cheias e secas, fenómenos que comprometem o funcionamento das unidades sanitárias e aumentam a pressão sobre os serviços de saúde.
“Se não agirmos de forma enérgica e urgente para assegurar a adaptação e a resiliência climática do sistema de saúde a nível global e nacional, o nosso futuro poderá ser sombrio”, advertiu.
A conferência, que decorre nos dias 19 e 20 de Outubro, reúne especialistas e representantes de organizações internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), para debater medidas de adaptação e reforço da capacidade de resposta do sector da saúde.





