O presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, afirmou na sexta-feira (16) que a instituição estabeleceu como meta quintuplicar o financiamento destinado aos minerais críticos nos próximos cinco anos e identificou 20 países com os quais poderá firmar parcerias para desenvolver projectos neste sector.
Banga revelou a nova meta num discurso preparado para uma sessão plenária das reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, realizadas em Banguecoque.
“No domínio dos minerais críticos, planeamos quintuplicar a nossa actividade em cinco anos”, afirmou Banga. “Esta semana, lançámos os nossos primeiros acordos-quadro com países, em parceria com bancos multilaterais de desenvolvimento, para criar indústrias locais e manter mais empregos e valor acrescentado nos próprios países.”
O novo plano de implementação do Banco Mundial para os metais e minerais prevê mobilizar 19 mil milhões de dólares para o financiamento de minerais críticos nos exercícios fiscais de 2026-30, contra 3,6 mil milhões de dólares no quinquénio anterior (2021-25).
O desenvolvimento do sector dos minerais críticos é uma das áreas em que os Estados Unidos da América (EUA), o maior accionista do Banco Mundial, têm defendido um aumento dos recursos financeiros disponibilizados pela instituição. No início da semana, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, afirmou que o banco deveria desempenhar um papel mais activo no desenvolvimento da capacidade de extracção e processamento destes minerais.
Bessent defendeu que esse envolvimento deverá incluir a redução dos riscos dos projectos, o financiamento e o investimento em infra-estruturas de apoio. Segundo o responsável, esta abordagem deverá abranger também projectos de mineração em águas profundas.
Banga não fez referência directa à mineração em águas profundas, mas o plano do BM para os metais estabelece uma “abordagem de precaução” em relação a este sector emergente, acrescentando que qualquer intervenção ou investimento deverá respeitar as políticas aplicáveis da instituição.
O presidente do Banco Mundial destacou igualmente o aumento do financiamento global da instituição no exercício fiscal de 2026, terminado a 30 de Junho. Durante esse período, o grupo mobilizou 112 mil milhões de dólares em capital privado, mais do triplo do montante registado no exercício fiscal de 2022, antes de Banga assumir a presidência.
Somado ao financiamento concedido através do balanço próprio do BM, este valor correspondeu a um financiamento total de 230 mil milhões de dólares no exercício fiscal de 2026, segundo Banga.
Fonte: Reuters





