O Governo defendeu neste domingo, 18 de Outubro, o reforço da cooperação económica entre os Estados-membros da Organização da Cooperação Islâmica (OCI), com o objectivo de impulsionar o comércio, atrair investimento e criar oportunidades de emprego sustentável. A posição foi apresentada pelo ministro da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, Mateus Saize, durante a 52.ª sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros, que decorreu em Bagdad, capital do Iraque.
Na sua intervenção, o governante apelou à expansão da cooperação Sul-Sul e triangular, sobretudo nos sectores com potencial para promover o crescimento inclusivo e gerar benefícios económicos concretos para os países participantes.
Citado pela Lusa, o ministro considerou que a eficácia da OCI deve ser medida pela capacidade de transformar decisões políticas em acções concretas, defendendo que a solidariedade entre os Estados seja acompanhada por iniciativas de cooperação económica capazes de dinamizar o comércio e o investimento.
Entre as áreas prioritárias para o aprofundamento das parcerias, Saize destacou a agricultura, a pesca, a energia, os transportes e a logística, a transformação digital, o turismo, a educação e a saúde, defendendo igualmente o desenvolvimento de infra-estruturas, o reforço da segurança alimentar e da cooperação energética, bem como a transferência de tecnologia e a valorização do capital humano, incluindo no domínio da construção da paz.
A intervenção do governante moçambicano ocorre num contexto de agravamento de crises e conflitos geopolíticos, que, segundo afirmou, representam ameaças à paz e à estabilidade internacionais. Neste cenário, Mateus Saize reiterou o compromisso do País com o multilateralismo, a igualdade soberana dos Estados, o respeito mútuo e a resolução pacífica dos conflitos.

O dirigente recordou que Moçambique enfrenta desafios que condicionam o seu desenvolvimento, incluindo o terrorismo, as disputas comerciais entre grandes potências e os efeitos das alterações climáticas, que se manifestam através de ciclones, cheias e secas.
“Perante esta realidade, reafirmamos o nosso compromisso com a promoção da paz, da segurança, da estabilidade e da cooperação internacional, enquanto pilares fundamentais para o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das relações entre os Estados”, frisou.
Durante a sessão plenária, Saize condenou também o terrorismo e o extremismo violento em todas as suas formas, defendendo uma resposta internacional coordenada. Para o governante, os esforços de combate a estas ameaças devem ser acompanhados por investimentos no desenvolvimento, na educação, na criação de emprego e na inclusão social, sobretudo dos jovens.
Ao abordar os resultados esperados da reunião, o ministro manifestou a expectativa de que as decisões adoptadas reforcem o compromisso colectivo dos Estados-membros com o diálogo e a solidariedade, transformando-os em instrumentos efectivos para a paz, a estabilidade política e o desenvolvimento sustentável.
A 52.ª sessão do Conselho de Ministros dos Negócios Estrangeiros da OCI decorreu nos dias 17 a 18 de Outubro, sob o tema “O Diálogo e a Solidariedade são Pilares Fundamentais para Avançar na Paz e no Desenvolvimento Sustentável”, num momento em que a organização procura reforçar a cooperação entre os seus Estados-membros perante desafios económicos, políticos e de segurança.





