A Frelimo voltará a apostar em Daniel Francisco Chapo para as eleições presidenciais de 2029. Segundo avançou o jornal O País, este sábado (17), o Comité Central do partido escolheu, por aclamação, o actual Presidente da República para representar novamente a formação política na próxima corrida presidencial.
A escolha é apresentada como resultado de uma avaliação positiva do desempenho de Daniel Chapo desde que assumiu a Presidência da República, em Janeiro de 2025, num contexto marcado por desafios políticos, sociais e económicos.
Entre os principais desafios enfrentados pelo Executivo, a direcção do partido destaca as manifestações pós-eleitorais, o descontentamento na função pública, os constrangimentos no pagamento de horas extraordinárias e subsídios de turno, bem como as dificuldades relacionadas com a implementação da Tabela Salarial Única. Na avaliação da Frelimo, Daniel Chapo conseguiu, em menos de dois anos de governação, contribuir para a estabilização política e social do País, promover o diálogo nacional e adoptar medidas destinadas a recuperar a confiança dos cidadãos e dos investidores nacionais e estrangeiros.
O partido destaca igualmente as reformas económicas e legislativas promovidas pelo Governo, particularmente no sector mineiro, assim como a criação de mecanismos de financiamento destinados a dinamizar as economias locais e apoiar as mulheres. Entretanto, o secretário-geral da Frelimo, Chakil Aboobacar, havia anunciado anteriormente a candidatura de Daniel Chapo à renovação da presidência do partido durante o 13.º Congresso, previsto para 20 a 25 de Julho de 2027, na província de Nampula.
Na ocasião, Chakil Aboobacar explicou que a candidatura à liderança partidária tinha sido aprovada por aclamação pelo Comité Central, reunido na 4.ª Sessão Extraordinária, em Chimoio, na sequência de uma recomendação da 11.ª Conferência Nacional de Quadros. A aposta na continuidade da liderança de Chapo surge numa altura em que a Frelimo prepara os próximos desafios eleitorais, com destaque para as eleições autárquicas de 2028 e as eleições gerais de 2029.
Paralelamente, a direcção do partido anunciou a intenção de avaliar o desempenho dos municípios sob sua gestão, numa altura em que se aproxima a metade do actual mandato autárquico. A avaliação deverá incidir sobre o cumprimento dos manifestos eleitorais, a concretização das promessas apresentadas durante a campanha e a relação entre os dirigentes municipais e as populações.
O processo pretende identificar os principais constrangimentos enfrentados pelas autarquias e acompanhar a execução dos compromissos assumidos perante os eleitores, tendo em vista as eleições municipais de 2028.





